Está tudo tão distante
Tudo empilhado, guardado nos confins do meu eu
Desse meu tenaz apreço pelo conhecimento
Pelo devir
Pelo sonho
Pelo desejo
Alargado por esperanças frequentemente reiventadas
Por criações temerosas que faço de mim mesmo.
Por desventuras realizadas por uma de minhas faces
Ocultas
Públicas
Omitidas
verdades
Receio o novo
Ataco o velho
Encontro-me no verdadeiro contemplar
Destituído do meu consciente
Onipresente
Onipotente
Equidistante
Hecatombe de mim
Abrigo-me em explicações alheias
Inerentes
Incoerentes
Instransigentes Verdades
Incontestáveis mentiras
Mutações proferidas
Mudanças radicais
Efêmeras
Lentas
Processos graduais
Rumo ao nada ou
à Evolução
à transgressão
ao começo
de novo...
novamente.
Aprender
Apreender
Descobrir
Re-sentir
ressentir
Viver
dar significado para o que não existe
para o que não tem corpo
para o que está em nós
para o que não é fato consumado
Pára, o que?
Disse?
Sei...
Viu?
Já começou tudo outra vez...
Jorge Braga Jr.
escrito em 4/06/2008