MÚLTIPLO EU

Escrever é ao mesmo tempo dádiva e tragédia de servir ao outro e a si mesmo no intuito de amortecer os tropeços do caminho.



segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Múltiplo eu

Eu, assim, cansado
Eu, assim, pouco triste
Eu, assim, despedaçado
Aquele que não existe.

Grande coração

E o que se fazer de um homem com coração assim tão grande?
Que o corpo não comporta sua vil complexidade
Ele não acredita na realidade
Diz que aquilo não é o que se vê
È, na verdade, o que se sente
É o que diz
E vive para ser sentido
Para criar sentido pro seu viver
Vê?
Ele vive por merecer
Não sabe?
Ele quer você
Mas não se espante
Seu olhar não é de dominação
Seu desejo é claro, não em vão
Tem um propósito
Teu gosto é caro, é depósito
De um raro civil

Seu coração é particular
Seu amor de moças e moços
Criança e idoso
Sua lágrima começa a rolar

Porque ele só quer se dar
Sem receber
Se receber

Canção

Hoje eu não quero dormir
Quero sonhar os sonhos que nunca sonhei
Acordado
Com o caderno de lado
E a vontade à mão
De transformar desejos em realidade

Refrão
E eu sei que posso mais
Eu sei que eu tenho força, eu sou capaz
E não adianta tentar me mover pra trás
Eu acredito

Os obstáculos aparecem
É necessário determinação para ultrapassar
Tem que ter foco e enxergar a oportunidade
Saber onde se quer ou se pode acertar

Temer faz parte deste processo
Mas não deve deixar com que isso venha a atrapalhar
Eu quero e escrevo meu destino
Com a cabeça cheia de idéias
Quem sabe um dia alguém vai as comprar

Refrão

Missão difícil é saber quem somos
Nossos defeitos, colocar para trabalhar
Achar a verdade do interior d´alma.
Manter a chama acesa.

E vai que um dia
Descubra que seu maior sonho, tão distante
Sonhado
Pode acabar com as tristezas,
Desfalecer as angústias
Mover escombros sentimentais
Pagar o preço para aquele que sofre calado

No meu caminho há pedras, eu também sei
E elas são de construção
No meu armário,
Esqueletos de uma revolução, um achado
E na minha voz,
Meu mais importante recado.

Refrão

Presente passado

Você bem sabe que meu bem por ti é vivo
È intenso, eu admito
E o meu querer
Meu Deja Vu
Acontece toda a vez
Que eu me encontro em você
Sou eu, passado
Em você presente
E eu cá espero
Um regalo intermitente
Entre os espaços
Criados neste paralelo universo
Se é que me entende
Eu o considero

E nos deixemos cair em tentação
De um dia dar luz à essa devassidão
Tirar da cachola o desejo que se tem
ME dá abrigo?

Não sei se te quero comigo
Não sei se te quero agora aqui
Presente passado, meu futuro roubado
È parte de ti, é parte de ti

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Isa (E eu vou olhar o céu)

E eu vou olhar o céu
Pode deixar, não vou me esquecer
Mãe pode ser quem nos deu a vida
Ou quem, ao seu modo, nos ensina a viver

Talento nato
Sua natureza é sábia
E por ela você tem apreço
Sabe, pareces uma mulher de amor imenso
E sei que seu valor não tem preço
Quando sabe o que você quer buscar para ser

Seja num campo
Num lugar sem terra
Sombrio e ermo
Mas nas risadas de sua alegria tão certa
Nossos caminhos se tornam menos tristes
È bom saber que ainda existe
Pessoas assim como você.

Mas compreenda que tens uma indomável força que nem muitos hão de ter
Ela está lá dentro
É interna
Um big bang inerente a você
Que te torna fera para encarar os pequenos e grandes problemas

Saiba que pro mal da vida
Você já tem o remédio
Sua luz é o que te orienta
Você sabe o que fazer
Está no seu olhar essa sua vivacidade
São ternos
E eterno há de ser o seu dizer
E eu sei, Isa
É difícil entender

E eu vou olhar o céu
Pode deixar, não vou me esquecer
Mãe pode ser quem nos deu a vida
Ou quem, ao seu modo, nos ensina a viver

Texto escrito em 14/12/2010 em homenagem à minha amiga Isamélia da Pós-Graduação a quem eu carinhosamente chamo de mãe.