Saudade já não é a palavra certa pra usar.
O que sinto por você não tem nome
É algo que me move
Que me deixa feliz
Um sentimento que não dá pra descrever
E pode ser até clichê
E ate é se for para pra ver
Mas é verdadeiro
É de dentro
O que um poeta jamais soube definir
E não é fingir
Nem preciso me perguntar
Ser ou não ser
O verbo é estar
E você já é um pensamento acolhido pela minha consciência
Mais um membro escolhido pelo meu corpo
Então tome-o pra si
E cuide bem do seu
Porque hoje, posso dizer
Ele já pode ser uma extensão de mim.
Sei disso
Porque não há algo visível que nos liga
Destino ou o que for
A gente já se esbarrou
E o encontro aconteceu
Não só entre você e eu
MAs um choque de todas as coisas que eu já não pensava poder existir
E você te me mostrado que sim
Então não vejo a hora de te dar aquele abraço apertado
Ver aquele sentimento trocado
E num gesto de atenção, reciprocidade e compreensão
Vou te ver com os olhos não só da alma
Mas com esses que a terra ainda há de comer.
Que ainda sim, mesmo não mais presentes no mundo material
Estarão preservados momentos na minha mente,
guardados na memória
Onde quer que a gente vá
Eu sei que vou te encontrar.
MEu canto para externar as coisas que sinto ou para aquelas que sou apenas um veículo onde possa fazer sentir.
MÚLTIPLO EU
Escrever é ao mesmo tempo dádiva e tragédia de servir ao outro e a si mesmo no intuito de amortecer os tropeços do caminho.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Deve ser o meu dever
Esse olhar pra fora incomoda
Olhar no olho de outrem
Ver se ao espelho
Para equiparar-se
É o embate
Luta de insígnios prazeres
Inúmeros deveres
Eu sei
Que o prazer é algo que me é assim satisfatório
Para uns, até meritório
Diante de tudo que se enfrenta a fazer
Sabe, esse deve ser o meu dever
Lutar para ter o que não preciso
Pois além do que me é dito
Tenho que satisfazer os olhares de quem tolhe aquilo que gostariam de fazer
Talvez seja esse o meu Fazer
Transgredir ao outro sem desrespeitá-lo
Mostrá-lo
Erguê-lo
Confiá-lo a ser o que seus sonhos mais vãos os permitem caminhar.
Seguir a dançar num baile frio e dançante
No encontro das águas
Na natureza perdida do mar de alguém
É aquilo que me alimenta
E me dissolve por dentro
É amor ao que não se tem direito
Perdoe-me
Vou ter que te fazer sofrer
Te fazer perguntar-se
Te fazer sentir
Se ao menos te fizer sorrir de ti,
Estarei igualmente feliz
E por mais que haja dor,
No encanto da sofreguidão
No abalo de um som
De uma voz estremecida
Poderei ser a poesia em ardor
Que possivelmente cuide ou atenue a sua ferida
Em chagas abertas
De repente
Não vou ficar
Faço o que faço e me (re)construo
Com base no maior dos sentimentos humanos
Cuja definição transcende a qualquer descritível emoção
Não faço PARA
Você, Ele, Nós
Não faço por onde
Faço por onde for
Desculpe falar assim
É meu prazer e maldição
Desculpe, enfim, se é que há algo a desculpar
Se fingi assim foi por amor
Peço perdão por não ter me apresentado:
Eu sou um ator.
Olhar no olho de outrem
Ver se ao espelho
Para equiparar-se
É o embate
Luta de insígnios prazeres
Inúmeros deveres
Eu sei
Que o prazer é algo que me é assim satisfatório
Para uns, até meritório
Diante de tudo que se enfrenta a fazer
Sabe, esse deve ser o meu dever
Lutar para ter o que não preciso
Pois além do que me é dito
Tenho que satisfazer os olhares de quem tolhe aquilo que gostariam de fazer
Talvez seja esse o meu Fazer
Transgredir ao outro sem desrespeitá-lo
Mostrá-lo
Erguê-lo
Confiá-lo a ser o que seus sonhos mais vãos os permitem caminhar.
Seguir a dançar num baile frio e dançante
No encontro das águas
Na natureza perdida do mar de alguém
É aquilo que me alimenta
E me dissolve por dentro
É amor ao que não se tem direito
Perdoe-me
Vou ter que te fazer sofrer
Te fazer perguntar-se
Te fazer sentir
Se ao menos te fizer sorrir de ti,
Estarei igualmente feliz
E por mais que haja dor,
No encanto da sofreguidão
No abalo de um som
De uma voz estremecida
Poderei ser a poesia em ardor
Que possivelmente cuide ou atenue a sua ferida
Em chagas abertas
De repente
Não vou ficar
Faço o que faço e me (re)construo
Com base no maior dos sentimentos humanos
Cuja definição transcende a qualquer descritível emoção
Não faço PARA
Você, Ele, Nós
Não faço por onde
Faço por onde for
Desculpe falar assim
É meu prazer e maldição
Desculpe, enfim, se é que há algo a desculpar
Se fingi assim foi por amor
Peço perdão por não ter me apresentado:
Eu sou um ator.
Além de mim
Não adianta
Não vou deixar você existir
Nem vir à tona só pra me confundir
Porque sei que é uma parte de mim
Que arde pra me redimir
E não vou deixar de ser um só
Aquele pelo qual o apego se fez só
Me faz sentir um louco na rua da solidão
Quero ser aquele que te faz rir
Só assim saberei viver e aprender
Que não pode morar outro em mim
Além de mim
Saber que está por perto me deixa confuso
E eu sou confuso
E te confundo
E você também
Quando o caso é raro, estranha
A gente ainda reclama
Que a vida é assim
Sei que saberei viver e aprender
Que não pode morar outro em mim
Além de mim
O rio é violento
Mas ninguém questiona as margens que querem o comprimir
Tudo é efêmero
Pra que mistério?
É só se deixar ir
O amor vem, é certo
Na hora que você menos espera
Tem um pra te confundir
Então eu te espero naquele horário combinado
O tempo passa mas eu continuo aqui parado
À vontade de te ter somado
E depois que encontro
Deitar ao seu lado
Conversar
Me faz querer ficar assim
Pra sempre
*Texto encontrado em meio a anotações. Provavelmente escrito em 2008 e revisado em 16/11/2010.
Não vou deixar você existir
Nem vir à tona só pra me confundir
Porque sei que é uma parte de mim
Que arde pra me redimir
E não vou deixar de ser um só
Aquele pelo qual o apego se fez só
Me faz sentir um louco na rua da solidão
Quero ser aquele que te faz rir
Só assim saberei viver e aprender
Que não pode morar outro em mim
Além de mim
Saber que está por perto me deixa confuso
E eu sou confuso
E te confundo
E você também
Quando o caso é raro, estranha
A gente ainda reclama
Que a vida é assim
Sei que saberei viver e aprender
Que não pode morar outro em mim
Além de mim
O rio é violento
Mas ninguém questiona as margens que querem o comprimir
Tudo é efêmero
Pra que mistério?
É só se deixar ir
O amor vem, é certo
Na hora que você menos espera
Tem um pra te confundir
Então eu te espero naquele horário combinado
O tempo passa mas eu continuo aqui parado
À vontade de te ter somado
E depois que encontro
Deitar ao seu lado
Conversar
Me faz querer ficar assim
Pra sempre
*Texto encontrado em meio a anotações. Provavelmente escrito em 2008 e revisado em 16/11/2010.
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