Teu sorriso moreno cativante
Me deixa fraco,
Tomado por um alucinante remédio
Grato, um presente que me deu
Um trato de amar e ser quem cuida de mim
A espera de uma companhia
Ao carro que me leva a longe
Do medo de estar só, distante
Eu quero te ter além daqui
E no ano que vem
Eu pergunto: onde iremos
Onde isso vai dar
Meus fogos de artifício vão te encontrar
Nessa noite iluminada
Tenha ciência que meu pensamento é seu
E que espero tudo de bom
Mentalizar na hora da virada
Que eu sei que o retorno vai chegar
E o nosso destino vai se encontrar
Nos deixar de alma lavada
MEu canto para externar as coisas que sinto ou para aquelas que sou apenas um veículo onde possa fazer sentir.
MÚLTIPLO EU
Escrever é ao mesmo tempo dádiva e tragédia de servir ao outro e a si mesmo no intuito de amortecer os tropeços do caminho.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Sensação tola
Sensação tola de forçar conversas
Simular encontros disfarçados
Desencontrar anseios às vezes fracos servidos de um tempero hostil e vago
Um sentimento irremediável
De um atroz desapego ao desejo sincero de criar um elo
Um desejo de sombra que vagueia e ronda de perto
Um querer que afasta e aproxima nem sempre o que é belo
Um labirinto onírico
De sonhos entremeados de lama e perdão
Um sofrimento, devassidão
Preenche vazios efêmeros, curta emoção, um dia
Uma alegria virá na rodovia
E meu carro será meu guia a um destino certo
Que a positividade esteja no final da estrada
Ou quem sabe descubra durante a caminhada.
Simular encontros disfarçados
Desencontrar anseios às vezes fracos servidos de um tempero hostil e vago
Um sentimento irremediável
De um atroz desapego ao desejo sincero de criar um elo
Um desejo de sombra que vagueia e ronda de perto
Um querer que afasta e aproxima nem sempre o que é belo
Um labirinto onírico
De sonhos entremeados de lama e perdão
Um sofrimento, devassidão
Preenche vazios efêmeros, curta emoção, um dia
Uma alegria virá na rodovia
E meu carro será meu guia a um destino certo
Que a positividade esteja no final da estrada
Ou quem sabe descubra durante a caminhada.
Francisco se ajeita.
Rio de Janeiro, 04 de Outubro de 1964.
Nascia ali naquela pequena casa do subúrbio carioca, o pequeno Francisco, em homenagem ao dia do santo de mesmo nome.
Desde pequeno, autêntico, Francisco já corria quando os outros de seu tempo e tamanho, engatinhavam.
Já falava, enquanto os outros balbuciavam palavras sem sentido.
Já, lia quando os outros ainda não sabiam sequer completar frases.
Era um menino a frente do seu tempo.
Com o chegar das espinhas, cravos e demais preocupações tolas, tinha um modo peculiar de paquerar quem quer que fosse. Era direto, engraçado e por isso conquistava a todos com sua espontaneidade.
Suas palavras, todavia, deixavam os adultos em maus lençóis. Seus atos descabidos iam desde fazer seu doente avô dançar a tarantella e sua avó a ser fotografada fazendo caretas.
Sua mãe dizia: Francisco, se ajeita!
Com a sua entrada no mundo feroz e vago dos adultos, era sua hora de procurar uma oportunidade, pensar num emprego.
Ele sonhava e queria ciências humanas. Quem sabe História para poder aprofundar-se nos segredos e mitologias de gerações passadas. Quem sabe Geografia para entender os conflitos humanos atuais. Quem sabe Psicologia, para buscar entender as pessoas.
Seu pai queria que se dedicasse às armas, a defender sua pátria, assim como seu avô, veterano de guerra.
Sua mãe nada opinava. Não tinha formação e achava que ele só queria tudo rápido demais.
Chegada a hora da decisão, Francisco, no entanto, hesitou. Achou que não ficaria bem opor-se a vontade de seus pais. Não queria ser visto como um desagregador ou anarquista, como diria sua avó.
Achou melhor seguir os conselhos de seu pai e dedicou sua carreira intensamente à vida militar.
Enquanto pegava em armas, pensava em como seria se tivesse porte de pincéis para colorir e retratar o mundo tal qual via.
Ao ouvir discursos montados e quase que litúrgicos, pensava em como seria interpretar uma bela canção de protesto em um bom e sonoro rock and roll.
Casava-se mesmo sabendo que queria, de fato, continuar admirando e desfrutando das mais belas mulheres. Não acreditava no amor único, mas nas mais variadas formas de amar. Sua união fora meramente pensada por seus pais e os pais da noiva, amigos de infância.
Ele dizia: Eu te amo! Pensando em dizer tantas outras coisas que não sabia descrever.
Ele a amava e isso era certo, mas não entendia o porquê de ter de seguir a esse roteiro já tão recheado de clichês.
Nas férias, ia para Minas, Bauru ou Petrópolis, imaginando-se estar com mochila e amigos em Buenos Aires, no deserto do Atacama ou pelas ruínas de Machu Picchu.
Filhos vieram em seguida. Como pedia a receita, nomes de santos: Jorge, Paulo e Gabriel. Três homens para fortalecer a família, quando em seu imaginário, seria, Caetano, Gil ou quem sabe Raul, maluco beleza.
Logo em seguida, netos, o primeiro balbuciar de vovô. Em corridas improvisadas de velotrol projetava-se em uma motocicleta, vento na cara, estrada vazia e retilínea.
Ele não via se vivia. Um carro vinha e para salvar a vida de um rebento, a frente se atirou. Seu primeiro ato, assim encorajado, onde pensou e finalmente realizou.
Ele foi ao seu túmulo com todas as honras e glórias que um militar poderia receber. Bandeiras adornavam sua casa eterna e hinos tradicionais deram o toque aos ritos fúnebres.
No entanto, Francisco queria grandes rodas de conversas, risos e música de banda ao vivo.
Mas ele só ali se apercebia que já não era o único a pensar assim.
Nascia ali naquela pequena casa do subúrbio carioca, o pequeno Francisco, em homenagem ao dia do santo de mesmo nome.
Desde pequeno, autêntico, Francisco já corria quando os outros de seu tempo e tamanho, engatinhavam.
Já falava, enquanto os outros balbuciavam palavras sem sentido.
Já, lia quando os outros ainda não sabiam sequer completar frases.
Era um menino a frente do seu tempo.
Com o chegar das espinhas, cravos e demais preocupações tolas, tinha um modo peculiar de paquerar quem quer que fosse. Era direto, engraçado e por isso conquistava a todos com sua espontaneidade.
Suas palavras, todavia, deixavam os adultos em maus lençóis. Seus atos descabidos iam desde fazer seu doente avô dançar a tarantella e sua avó a ser fotografada fazendo caretas.
Sua mãe dizia: Francisco, se ajeita!
Com a sua entrada no mundo feroz e vago dos adultos, era sua hora de procurar uma oportunidade, pensar num emprego.
Ele sonhava e queria ciências humanas. Quem sabe História para poder aprofundar-se nos segredos e mitologias de gerações passadas. Quem sabe Geografia para entender os conflitos humanos atuais. Quem sabe Psicologia, para buscar entender as pessoas.
Seu pai queria que se dedicasse às armas, a defender sua pátria, assim como seu avô, veterano de guerra.
Sua mãe nada opinava. Não tinha formação e achava que ele só queria tudo rápido demais.
Chegada a hora da decisão, Francisco, no entanto, hesitou. Achou que não ficaria bem opor-se a vontade de seus pais. Não queria ser visto como um desagregador ou anarquista, como diria sua avó.
Achou melhor seguir os conselhos de seu pai e dedicou sua carreira intensamente à vida militar.
Enquanto pegava em armas, pensava em como seria se tivesse porte de pincéis para colorir e retratar o mundo tal qual via.
Ao ouvir discursos montados e quase que litúrgicos, pensava em como seria interpretar uma bela canção de protesto em um bom e sonoro rock and roll.
Casava-se mesmo sabendo que queria, de fato, continuar admirando e desfrutando das mais belas mulheres. Não acreditava no amor único, mas nas mais variadas formas de amar. Sua união fora meramente pensada por seus pais e os pais da noiva, amigos de infância.
Ele dizia: Eu te amo! Pensando em dizer tantas outras coisas que não sabia descrever.
Ele a amava e isso era certo, mas não entendia o porquê de ter de seguir a esse roteiro já tão recheado de clichês.
Nas férias, ia para Minas, Bauru ou Petrópolis, imaginando-se estar com mochila e amigos em Buenos Aires, no deserto do Atacama ou pelas ruínas de Machu Picchu.
Filhos vieram em seguida. Como pedia a receita, nomes de santos: Jorge, Paulo e Gabriel. Três homens para fortalecer a família, quando em seu imaginário, seria, Caetano, Gil ou quem sabe Raul, maluco beleza.
Logo em seguida, netos, o primeiro balbuciar de vovô. Em corridas improvisadas de velotrol projetava-se em uma motocicleta, vento na cara, estrada vazia e retilínea.
Ele não via se vivia. Um carro vinha e para salvar a vida de um rebento, a frente se atirou. Seu primeiro ato, assim encorajado, onde pensou e finalmente realizou.
Ele foi ao seu túmulo com todas as honras e glórias que um militar poderia receber. Bandeiras adornavam sua casa eterna e hinos tradicionais deram o toque aos ritos fúnebres.
No entanto, Francisco queria grandes rodas de conversas, risos e música de banda ao vivo.
Mas ele só ali se apercebia que já não era o único a pensar assim.
Feliz
Seria absurdo dizer que a paixão transforma as palavras em doces
Que promove alegrias
Que constrói expectativas, desejos
Que faz poesia
Que deixa o ar colorido
Que estabelece sentido, pontes
Entre o sonho e a realidade
O fato é que é verdade
Agora aqui nesse momento
O encontro foi certo
E o reconhecimento é lento
Peço que não demores
Que sua estadia seja longa e completa
Que o vão que recobre
Nunca deixe uma face aberta
Eu sei
A gente não se cansa
Das nossas brincadeiras, de provocações certeiras
Que nos fazem rir de nós
Eu simplesmente vejo seu sorriso, lembro da sua voz
E o meu dia está feliz, feliz
Que promove alegrias
Que constrói expectativas, desejos
Que faz poesia
Que deixa o ar colorido
Que estabelece sentido, pontes
Entre o sonho e a realidade
O fato é que é verdade
Agora aqui nesse momento
O encontro foi certo
E o reconhecimento é lento
Peço que não demores
Que sua estadia seja longa e completa
Que o vão que recobre
Nunca deixe uma face aberta
Eu sei
A gente não se cansa
Das nossas brincadeiras, de provocações certeiras
Que nos fazem rir de nós
Eu simplesmente vejo seu sorriso, lembro da sua voz
E o meu dia está feliz, feliz
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Destino incerto
Vislumbro poesia onde há dor
Procuro um amor
E só encontro mais motivos para escrever
Prevejo distâncias
Só crio ânsias
Sem portos seguros para me segurar
Arrasto correntes
Trinco os dentes
Sem forças para gritar
Dando murro em ponta de faca
Atirando em coelhos
Sem conseguir acertar
Fugindo de flechas perdidas
Anônimas, bandidas
Quanto mais eu corro
Menos consigo achar
Meu medo é de um fim sozinho
Sem rumo, perdido
Sem ao menos conseguir me encontrar
Procuro um amor
E só encontro mais motivos para escrever
Prevejo distâncias
Só crio ânsias
Sem portos seguros para me segurar
Arrasto correntes
Trinco os dentes
Sem forças para gritar
Dando murro em ponta de faca
Atirando em coelhos
Sem conseguir acertar
Fugindo de flechas perdidas
Anônimas, bandidas
Quanto mais eu corro
Menos consigo achar
Meu medo é de um fim sozinho
Sem rumo, perdido
Sem ao menos conseguir me encontrar
domingo, 13 de novembro de 2011
Sobre a cegueira do coração
Sabe quando ás vezes assim se encontra perdido
Sem rumo ou qualquer direção
Ao passo que caminha rápido e veloz com a mente
Lento caminha seu pobre coração
Sem identidade, sem conhecimento, só atento à necessidade de se amar
Sem se importar
A carência faz com que ele não reconheça
E ame sem olhar
O amor é cego, eu sei
Mas eu vejo
E me vejo em você
Só sei que agora pode ser tarde
Que o teu medo possa não perceber
Antes que o mundo todo acabe
Eu já parei para te dizer
As coisas que um dia eu senti e guardei pra mim
De tudo que eu vivi e não pude compartilhar
Do que eu pensava e sentia, entre o sonho, antes de realizar
Agora sim, eu tão sozinho, e só
Penso em como não te ver assim, sem dó
De mim
Que seja tudo assim
Calmo e festeiro
Incompleto, por inteiro
Num clímax derradeiro
Mas que seja verdadeiro
Sem rumo ou qualquer direção
Ao passo que caminha rápido e veloz com a mente
Lento caminha seu pobre coração
Sem identidade, sem conhecimento, só atento à necessidade de se amar
Sem se importar
A carência faz com que ele não reconheça
E ame sem olhar
O amor é cego, eu sei
Mas eu vejo
E me vejo em você
Só sei que agora pode ser tarde
Que o teu medo possa não perceber
Antes que o mundo todo acabe
Eu já parei para te dizer
As coisas que um dia eu senti e guardei pra mim
De tudo que eu vivi e não pude compartilhar
Do que eu pensava e sentia, entre o sonho, antes de realizar
Agora sim, eu tão sozinho, e só
Penso em como não te ver assim, sem dó
De mim
Que seja tudo assim
Calmo e festeiro
Incompleto, por inteiro
Num clímax derradeiro
Mas que seja verdadeiro
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Benedito
Benedito era o típico cidadão popular, do puro estilo brasileiro clássico. Morador da periferia, tem um emprego razoável, uma mulher razoável, uma vida razoável. Seu principal passatempo costumava ser o futebol. Ele vibrava a cada lance e costumava pagar ingressos para assistir aos jogos do seu time em um estádio perto de sua casa.
Benedito nunca tinha se apercebido do quanto o custo desses ingressos tinha de impacto no seu bolso e de que parte desse dinheiro, somado àquele suado de demais brasileiros como ele, era revertido para os clubes detentores dos times de futebol e que parte desse dinheiro ia para o pagamento do salário dos seus jogadores de futebol, tanto os favoritos quanto os renegados.
Benedito, do jeito que ia, nunca ganharia um salário sequer parecido. Ele não fazia nada para mudar sua rotina e contentava-se em assistir aos campeonatos, desde os estaduais até os internacionais, às vezes às quartas e às vezes aos finais de semana.
Para ele, os jogos eram emocionantes e ao mesmo tempo em que colocava seus punhos em riste cada vez que a bola se aproximava do gol adversário, consumia produtos oferecidos no intervalo, desde a loira gelada até o endividamento parcelado de eletrodomésticos. Tudo isso o fazia sentir pertencente à evolução econômica em que o país vivia.
A emissora de televisão, detentora dos direitos de exibição dos jogos pelos quais Benedito era aficionado, tinha por costume impor o horário de transmissão dos jogos sem questionar ao público, muito menos a Benedito sobre suas rotinas. O horário era determinado de acordo com sua própria programação, adequando às mais variadas obras de ficção que juravam refletir a vida real de cidadãos como Benedito. Ao contrário de sua vida particular, a emissora tinha o poder de decidir sobre a sua rotina e isso implicava certamente na sua programação diária desde o momento em que acordava até a hora que ia ou se ia para cama com sua esposa, caso também seu time obtivesse uma vitória.
A Confederação responsável pela organização do esporte no país, por sua vez, não se fazia de rogada. Tinha inestimável lucro com os direitos pagos pela emissora por conta da exibição dos jogos e repartia novamente aos clubes parte desse montante acumulado. Seu presidente, responsável por essa ascensão e eleito sem votação, há mais de vinte anos no poder, só via seu patrimônio sendo enriquecido graças ao seu simples esforço de trabalho.
Benedito era mais um que acreditava nisso. Até chegou a ver em matéria veiculada em emissora concorrente denúncias contra esse dirigente, mas não conseguia ligar os fatos e perceber a amizade verdadeira entre o dirigente e sua emissora, a favorita.
Benedito não só acreditava em seu clube, mas em seus jogadores. Torcia, brigava, defendia e chorava. Sim. Chorava. Nem após discussões homéricas com sua esposa lembrava-se de demonstrar tal emoção.
Certo dia, em um momento decisivo do campeonato nacional, aos quarenta e quatro minutos de um segundo tempo empatado, em meio a uma tentativa de defesa do time que defendia, um toque errado do grande ídolo brasileiro calou a voz e o coração do atordoado torcedor apaixonado.
Benedito, como dito, já não mais respirava. Sua mulher sente os ouvidos serem tapados e consegue ouvir somente aquilo que não queria imaginar. Ao mesmo tempo em que o cronômetro parava, a partida de Benedito apenas começava. Benedito era um torcedor agora para entrar para a história.
Findo o campeonato, sem título nem premiação de ambos os lados, os jogadores seguiam para o banho, para logo depois encontrarem com suas namoradas-modelos a bordo de seus conversíveis dotados rumando para suas imponentes mansões.
Benedito ia, agora em sua caixa grande de madeira coberta com aquela bandeira, do mesmo time pelo qual torcia e que até hoje dele nunca ouvira.
Benedito nunca tinha se apercebido do quanto o custo desses ingressos tinha de impacto no seu bolso e de que parte desse dinheiro, somado àquele suado de demais brasileiros como ele, era revertido para os clubes detentores dos times de futebol e que parte desse dinheiro ia para o pagamento do salário dos seus jogadores de futebol, tanto os favoritos quanto os renegados.
Benedito, do jeito que ia, nunca ganharia um salário sequer parecido. Ele não fazia nada para mudar sua rotina e contentava-se em assistir aos campeonatos, desde os estaduais até os internacionais, às vezes às quartas e às vezes aos finais de semana.
Para ele, os jogos eram emocionantes e ao mesmo tempo em que colocava seus punhos em riste cada vez que a bola se aproximava do gol adversário, consumia produtos oferecidos no intervalo, desde a loira gelada até o endividamento parcelado de eletrodomésticos. Tudo isso o fazia sentir pertencente à evolução econômica em que o país vivia.
A emissora de televisão, detentora dos direitos de exibição dos jogos pelos quais Benedito era aficionado, tinha por costume impor o horário de transmissão dos jogos sem questionar ao público, muito menos a Benedito sobre suas rotinas. O horário era determinado de acordo com sua própria programação, adequando às mais variadas obras de ficção que juravam refletir a vida real de cidadãos como Benedito. Ao contrário de sua vida particular, a emissora tinha o poder de decidir sobre a sua rotina e isso implicava certamente na sua programação diária desde o momento em que acordava até a hora que ia ou se ia para cama com sua esposa, caso também seu time obtivesse uma vitória.
A Confederação responsável pela organização do esporte no país, por sua vez, não se fazia de rogada. Tinha inestimável lucro com os direitos pagos pela emissora por conta da exibição dos jogos e repartia novamente aos clubes parte desse montante acumulado. Seu presidente, responsável por essa ascensão e eleito sem votação, há mais de vinte anos no poder, só via seu patrimônio sendo enriquecido graças ao seu simples esforço de trabalho.
Benedito era mais um que acreditava nisso. Até chegou a ver em matéria veiculada em emissora concorrente denúncias contra esse dirigente, mas não conseguia ligar os fatos e perceber a amizade verdadeira entre o dirigente e sua emissora, a favorita.
Benedito não só acreditava em seu clube, mas em seus jogadores. Torcia, brigava, defendia e chorava. Sim. Chorava. Nem após discussões homéricas com sua esposa lembrava-se de demonstrar tal emoção.
Certo dia, em um momento decisivo do campeonato nacional, aos quarenta e quatro minutos de um segundo tempo empatado, em meio a uma tentativa de defesa do time que defendia, um toque errado do grande ídolo brasileiro calou a voz e o coração do atordoado torcedor apaixonado.
Benedito, como dito, já não mais respirava. Sua mulher sente os ouvidos serem tapados e consegue ouvir somente aquilo que não queria imaginar. Ao mesmo tempo em que o cronômetro parava, a partida de Benedito apenas começava. Benedito era um torcedor agora para entrar para a história.
Findo o campeonato, sem título nem premiação de ambos os lados, os jogadores seguiam para o banho, para logo depois encontrarem com suas namoradas-modelos a bordo de seus conversíveis dotados rumando para suas imponentes mansões.
Benedito ia, agora em sua caixa grande de madeira coberta com aquela bandeira, do mesmo time pelo qual torcia e que até hoje dele nunca ouvira.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Frágil expectativa
Pode ser clichê ainda dizer que tenho em mim o cheiro da sua pele
Que uma noite assim despretensiosa pode surpreender a geografia de qualquer coração duro
Que as necessidades físicas às vezes são tomadas por devaneios bobos de súbito
Novas sensações, trocas químicas que eu não imaginaria sentir novamente
Um quarto alugado, uma sombra vermelha, nós dois nesse quarto e meu pensamento aqui fora vagueia.
Que seria de mim se não desse oportunidade pro meu existir?
Figura fácil é pensar demais
Vou deixar o corpo decidir
Quando ele engana é o pior
Mas há algo que vale mais do que um arrepio de oito segundos assim só
É poder achar uma alma tão perdida quanto a sua, num deserto de silêncios, sons, pensamentos
É a frágil expectativa de encontrar algo que há tempos procuramos sem saber exatamente o que é
Se pode ser a oportunidade que abraçamos, eu e você assim tão sós
Enlameados de compromissos em nossas ciências, decidir se permitimos algo novo que queria acontecer
Depois desse momento intenso que não parece terminar
Eu não sei, quem sabe você
Tenha algo a dizer mais do que certas palavras confortadoras e sóbrias
Eu só espero agora um novo encontro, uma nova chance
De juntar a minha e a sua história.
Que uma noite assim despretensiosa pode surpreender a geografia de qualquer coração duro
Que as necessidades físicas às vezes são tomadas por devaneios bobos de súbito
Novas sensações, trocas químicas que eu não imaginaria sentir novamente
Um quarto alugado, uma sombra vermelha, nós dois nesse quarto e meu pensamento aqui fora vagueia.
Que seria de mim se não desse oportunidade pro meu existir?
Figura fácil é pensar demais
Vou deixar o corpo decidir
Quando ele engana é o pior
Mas há algo que vale mais do que um arrepio de oito segundos assim só
É poder achar uma alma tão perdida quanto a sua, num deserto de silêncios, sons, pensamentos
É a frágil expectativa de encontrar algo que há tempos procuramos sem saber exatamente o que é
Se pode ser a oportunidade que abraçamos, eu e você assim tão sós
Enlameados de compromissos em nossas ciências, decidir se permitimos algo novo que queria acontecer
Depois desse momento intenso que não parece terminar
Eu não sei, quem sabe você
Tenha algo a dizer mais do que certas palavras confortadoras e sóbrias
Eu só espero agora um novo encontro, uma nova chance
De juntar a minha e a sua história.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Amiga
Amiga, daí do outro lado,
As coisas têm melhorado
Até de ladrão de bicicleta tenho sido alvo
Não sei se comemorar o fato é certo ou errado
Mas entre rotas e estradas perdidas
Vi que encontrou seu caminho
O meu, me parece, é por aqui
Permanecer, lutar
Acho que não estou sozinho
Penso que ajo sempre em prol
Não penso em, só por isso, entrar em algum hall de fama, certificados ou premiações
As pessoas poderiam ser só menos protocolares
E o mundo mais repleto de ações
Daí, você vê que a crise que os afeta
Para nós, pode ser apenas uma marolinha
Embora ainda sejam várias as tsunamis que a gente tem que suportar
No supermercado, nas escolas e até na mesa de um bar
Só quis ficar e tentar
Eu sei que aí é o velho continente
Pode achar que sou triste, mas te digo estou até contente
Com a lenta mudança que tenho visto se manifestar
Vocês por aí tem mais de mil anos
Nós, ainda que façamos barulho
Somos apenas uma criança
Temos pouco mais de quinhentos
E eu ainda não perco a esperança
Agora as coisas por aí não estão tão boas
E nosso gigante aqui parece ir, do mundo, na contramão
Te digo, são respostas ao tempo que estivemos, por vocês, presos
São anseios por novas ideias, utopia e sonhando muito, revolução.
As coisas têm melhorado
Até de ladrão de bicicleta tenho sido alvo
Não sei se comemorar o fato é certo ou errado
Mas entre rotas e estradas perdidas
Vi que encontrou seu caminho
O meu, me parece, é por aqui
Permanecer, lutar
Acho que não estou sozinho
Penso que ajo sempre em prol
Não penso em, só por isso, entrar em algum hall de fama, certificados ou premiações
As pessoas poderiam ser só menos protocolares
E o mundo mais repleto de ações
Daí, você vê que a crise que os afeta
Para nós, pode ser apenas uma marolinha
Embora ainda sejam várias as tsunamis que a gente tem que suportar
No supermercado, nas escolas e até na mesa de um bar
Só quis ficar e tentar
Eu sei que aí é o velho continente
Pode achar que sou triste, mas te digo estou até contente
Com a lenta mudança que tenho visto se manifestar
Vocês por aí tem mais de mil anos
Nós, ainda que façamos barulho
Somos apenas uma criança
Temos pouco mais de quinhentos
E eu ainda não perco a esperança
Agora as coisas por aí não estão tão boas
E nosso gigante aqui parece ir, do mundo, na contramão
Te digo, são respostas ao tempo que estivemos, por vocês, presos
São anseios por novas ideias, utopia e sonhando muito, revolução.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Declaração do que for
Neste mundo de tantas carências,
Pendências e demências
Às vezes tomamos alhos por bugalhos
Trocamos os pés pelas mãos
Agindo contra nossa própria legislação
Contradizendo o que afirmávamos antes
Contra argumentando com justificativas usadas antes por aqueles carrascos de nossas mentes
É que eu olho para você
E sinto tudo e muito mais que admiração
Ah, se fosse esse amor
Nossos corpos não resistiriam
Meu olhar não mentiria
E eu não poderia esconder esse meu jeito
Nem sentimento algum no peito poderia suportar
É uma forma diferente
Amizade talvez seja pouco potente também para expressar
Seja menos do que quero dizer
É contrário, eu sei, antiquado e pode parecer
Que não é o que é para ser
Só que do meu jeito, todo único, intenso e discreto
Com amizade, confidência e parceria,
É certo, amo você
Espero
Pendências e demências
Às vezes tomamos alhos por bugalhos
Trocamos os pés pelas mãos
Agindo contra nossa própria legislação
Contradizendo o que afirmávamos antes
Contra argumentando com justificativas usadas antes por aqueles carrascos de nossas mentes
É que eu olho para você
E sinto tudo e muito mais que admiração
Ah, se fosse esse amor
Nossos corpos não resistiriam
Meu olhar não mentiria
E eu não poderia esconder esse meu jeito
Nem sentimento algum no peito poderia suportar
É uma forma diferente
Amizade talvez seja pouco potente também para expressar
Seja menos do que quero dizer
É contrário, eu sei, antiquado e pode parecer
Que não é o que é para ser
Só que do meu jeito, todo único, intenso e discreto
Com amizade, confidência e parceria,
É certo, amo você
Espero
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
À minha juventude
Agora meus punhos estão em riste
Enfim, aguardava sempre uma luta para lutar
Minha geração é apática, uns dizem
Até midiática
Passiva demais
Não dá para agüentar
É daquele tipo que luta por times
Veste coloridas camisas
Organiza torcidas só para enfatizar
Lances perfeitos de grandes fenômenos criados
Que tem seus bolsos cheios de milhões
Enquanto uns choram misérias em barracos pobres
Outros cortam seus pulsos em suas imponentes mansões
São jogos de guerra, são vários, diários
Que precisamos suportar
Às vezes inertes
Às vezes, sem-terra
A reação, ao que me parece, é nula
A vontade existe, ideal para buscar
No entanto, a garganta mais uma vez cala
E é a mesma que beija aos outros
Sem ao menos poder confiar
À minha juventude
Geração de meu tempo
Nos é dado um único direito e vocês insistem em tentar enfrentar
De todos aqueles que já nos foram negados
Sobra apenas esse, único, um
Ainda que inconstitucional
O direito de sonhar.
Enfim, aguardava sempre uma luta para lutar
Minha geração é apática, uns dizem
Até midiática
Passiva demais
Não dá para agüentar
É daquele tipo que luta por times
Veste coloridas camisas
Organiza torcidas só para enfatizar
Lances perfeitos de grandes fenômenos criados
Que tem seus bolsos cheios de milhões
Enquanto uns choram misérias em barracos pobres
Outros cortam seus pulsos em suas imponentes mansões
São jogos de guerra, são vários, diários
Que precisamos suportar
Às vezes inertes
Às vezes, sem-terra
A reação, ao que me parece, é nula
A vontade existe, ideal para buscar
No entanto, a garganta mais uma vez cala
E é a mesma que beija aos outros
Sem ao menos poder confiar
À minha juventude
Geração de meu tempo
Nos é dado um único direito e vocês insistem em tentar enfrentar
De todos aqueles que já nos foram negados
Sobra apenas esse, único, um
Ainda que inconstitucional
O direito de sonhar.
Escandaloso desejo de amar
Não quero ser só um passatempo
Joguete, brinquedo
Embora aprecie momentos de curtição
Não penso que seja esta a saída
Não tentar olhar à luz do dia
Quando a noite insistir em escurecer
Eu até tento te ver
Entre as mensagens e falas soltas e abertas
Eu até tento me encaixar
Encontrar um nexo, um fim num contexto
Pra me justificar
E até para tentar me achar
Saber que rumo eu devo seguir
Que caminho tenho a percorrer
Se assim devo me render e tolhir
Ou simplesmente acostumar-me a sentir, ou a ser
Difícil como é a indecisão que me corrói, o corpo
Que a alma destrói e entre atos e fatos, reconstrói
À medida que me sinto desejado e rejeitado pelo seu bem querer
È tudo um imenso pecado velado,
Algo que não se pode retroceder nem mensurar,
No fim tudo é assim, também como aquilo, é desejo
Um escandaloso desejo de amar.
Joguete, brinquedo
Embora aprecie momentos de curtição
Não penso que seja esta a saída
Não tentar olhar à luz do dia
Quando a noite insistir em escurecer
Eu até tento te ver
Entre as mensagens e falas soltas e abertas
Eu até tento me encaixar
Encontrar um nexo, um fim num contexto
Pra me justificar
E até para tentar me achar
Saber que rumo eu devo seguir
Que caminho tenho a percorrer
Se assim devo me render e tolhir
Ou simplesmente acostumar-me a sentir, ou a ser
Difícil como é a indecisão que me corrói, o corpo
Que a alma destrói e entre atos e fatos, reconstrói
À medida que me sinto desejado e rejeitado pelo seu bem querer
È tudo um imenso pecado velado,
Algo que não se pode retroceder nem mensurar,
No fim tudo é assim, também como aquilo, é desejo
Um escandaloso desejo de amar.
domingo, 10 de julho de 2011
Usuado
Você é caixa
E não se dá o valor
Eu não sou nada
E só quero seu amor
Quem é que vai me usurpar das calçadas
Fazer da devassidão minha morada
Me encher de trejeitos, de beijos,
Sinceros, espero
Quem me leva ao seu apartamento
E me dá um desonesto aporte de um elo
Faz pensar no que eu quero
De mais a mais
Há sempre um feriado para se prolongar
E para te confundir, carnavais
E num esbarro quadrado
Um enganoso recado
No meio da multidão
Um gesto sem jeito e singelo
Após um beijo em recuo de estepe
Já me dizia o que eu era:
Só mais um em suas mãos.
E não se dá o valor
Eu não sou nada
E só quero seu amor
Quem é que vai me usurpar das calçadas
Fazer da devassidão minha morada
Me encher de trejeitos, de beijos,
Sinceros, espero
Quem me leva ao seu apartamento
E me dá um desonesto aporte de um elo
Faz pensar no que eu quero
De mais a mais
Há sempre um feriado para se prolongar
E para te confundir, carnavais
E num esbarro quadrado
Um enganoso recado
No meio da multidão
Um gesto sem jeito e singelo
Após um beijo em recuo de estepe
Já me dizia o que eu era:
Só mais um em suas mãos.
Rebuscar
Medo de buscar as coisas que eu deixei
De descobrir que não esteja mais lá
Eu e as coisas
As coisas e eu que quero muito só pensar
Em voltar
Que decisão difícil
E por achar que é logo ali
O que pode me desprender de tudo aqui
E a espera é interessante
O adiantar da hora, tocante,
E nada mais parece mudar
Medo de não estar lá
As coisas
E eu
Eu e as coisas que deixei
De não estar mais aqui
De saber que não existi
E que não há
Nada demais a ficar
Do que só recordar
Vou, então, abrir meu guarda-chuvas
Assim que pegar
E cuidar da minha saúde
Pois quem sabe assim eu mude
E possa também te transformar
Numa semana
De férias
Passa rápido
Demais
Se é que há mais
De descobrir que não esteja mais lá
Eu e as coisas
As coisas e eu que quero muito só pensar
Em voltar
Que decisão difícil
E por achar que é logo ali
O que pode me desprender de tudo aqui
E a espera é interessante
O adiantar da hora, tocante,
E nada mais parece mudar
Medo de não estar lá
As coisas
E eu
Eu e as coisas que deixei
De não estar mais aqui
De saber que não existi
E que não há
Nada demais a ficar
Do que só recordar
Vou, então, abrir meu guarda-chuvas
Assim que pegar
E cuidar da minha saúde
Pois quem sabe assim eu mude
E possa também te transformar
Numa semana
De férias
Passa rápido
Demais
Se é que há mais
domingo, 3 de julho de 2011
Dá dó
Deixar de viver em par
É risco de acontecer um só
A pedra que te leva ao mar
Dá dó
O amor que se faz assim, belo
És linda, a flor que eu quero
Beija a testa, sorri com o olhar
Meu desejo é te presentear
Te encher de abraços
Deixar escorrer, meu calo
Deixar de sentir
Um estalo, a vida a escrever
Um texto sem sentido e saudade
É o caminho que vai e que volta
Reciprocidade
Dá dó
Te ver só
Assim sem mim
Dá sim
Na garganta um nó
É tristeza
Dá dó
Dó dá
Dó dá
Sim
Sim
É risco de acontecer um só
A pedra que te leva ao mar
Dá dó
O amor que se faz assim, belo
És linda, a flor que eu quero
Beija a testa, sorri com o olhar
Meu desejo é te presentear
Te encher de abraços
Deixar escorrer, meu calo
Deixar de sentir
Um estalo, a vida a escrever
Um texto sem sentido e saudade
É o caminho que vai e que volta
Reciprocidade
Dá dó
Te ver só
Assim sem mim
Dá sim
Na garganta um nó
É tristeza
Dá dó
Dó dá
Dó dá
Sim
Sim
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Trapo usado, recado dobrado
Quarto fechado
Corpos suados
Amor pronunciado
Falso recado
Coito interrompido
Desejo cedido
Loucura imposta
Não existe resposta
Juntar as vestes
Sem olhar ao lado
Trapo usado
Feito roupa de criança
Sutil esperança
Romance bem-vindo
Porta fechada
Brilho sorriso
Mensagem recebida
Cantada assumida
Encontro marcado
Fé renovada
Luz nos olhos
Palpita o peito
Vestes em punho
Querer sem rodeios
Corpos suados
Amor pronunciado
Falso recado
Coito interrompido
Desejo cedido
Loucura imposta
Não existe resposta
Juntar as vestes
Sem olhar ao lado
Trapo usado
Feito roupa de criança
Sutil esperança
Romance bem-vindo
Porta fechada
Brilho sorriso
Mensagem recebida
Cantada assumida
Encontro marcado
Fé renovada
Luz nos olhos
Palpita o peito
Vestes em punho
Querer sem rodeios
Just call my name
Não é mais para correr atrás
Bebê, quem sabe encontre alguém
Para chamar de nem, baby ou honey
Querida ou até mesmo nanny
Sou seu gatinho, docinho
Meu bem
Ou qualquer outro apelido que convém
Também eu invento nomes
Crio meus neologismos
Onomatopeias interessantes
Junto linda
À princesa, gata
Fofucha, rainha e rata
Flor ou qualquer dissílaba repetitiva que for
Momo, nesta suave e apaixonada língua
É de meu amor
Chame a quem quiser
Ame a quem chamar
Just call my name
And I´ll be there
Bebê, quem sabe encontre alguém
Para chamar de nem, baby ou honey
Querida ou até mesmo nanny
Sou seu gatinho, docinho
Meu bem
Ou qualquer outro apelido que convém
Também eu invento nomes
Crio meus neologismos
Onomatopeias interessantes
Junto linda
À princesa, gata
Fofucha, rainha e rata
Flor ou qualquer dissílaba repetitiva que for
Momo, nesta suave e apaixonada língua
É de meu amor
Chame a quem quiser
Ame a quem chamar
Just call my name
And I´ll be there
Trailer
Me acostumei
De tanto ser assoalho
Açoitado
Pisado
Amassado
Já começo um novo capítulo prevendo um esperado final
E não é mal
É premonição
Ao que é ruim
Ao que é bom
É a mania de insistir
Saber que aquilo ali tem fim
E outro episódio virá
Assim que o letreiro acabar
De tanto ser assoalho
Açoitado
Pisado
Amassado
Já começo um novo capítulo prevendo um esperado final
E não é mal
É premonição
Ao que é ruim
Ao que é bom
É a mania de insistir
Saber que aquilo ali tem fim
E outro episódio virá
Assim que o letreiro acabar
Meu presente
Vem aqui
Naquele abraço apertado
Agora cem por cento, completo,
Quem sabe sedento
Pelo aquilo que ainda não tivemos a oportunidade de ter
Seu rosto marcante, suave
Seu jeito, caminho distante
Embora prometa mudar sua imagem
Apresenta entraves pro meu caminhar
Eu sei que a dor é recente
O amor, ausente
Pare e pense no que já foi
O passado já era
Ainda há pendências
Que temos de nos cobrar
E o futuro pertence a nós
A mim, a você e a quem mais aparecer
Então, vem sem medo
Sem medo de ser
Meu presente.
Naquele abraço apertado
Agora cem por cento, completo,
Quem sabe sedento
Pelo aquilo que ainda não tivemos a oportunidade de ter
Seu rosto marcante, suave
Seu jeito, caminho distante
Embora prometa mudar sua imagem
Apresenta entraves pro meu caminhar
Eu sei que a dor é recente
O amor, ausente
Pare e pense no que já foi
O passado já era
Ainda há pendências
Que temos de nos cobrar
E o futuro pertence a nós
A mim, a você e a quem mais aparecer
Então, vem sem medo
Sem medo de ser
Meu presente.
Falsa honestidade
É bem mais fácil inventar desculpas
Isentar-se de tomar decisões
Entregar nas mãos do outro, ou de qualquer fato novo toda a responsabilidade
Deixar de lado
Não guardar rancor
Não olhar nos olhos
Só virar as costas
E você vai, e eu percebo, aos poucos, essa dor
Os sintomas, aos poucos, me consumindo, a dor
Novamente e assim por diante
A sua mensagem ainda não chegou
Nem mais sei se espero que virá
Trato, então, de ficar só
Recolhido à minha lua
Não sou o que você pensou para virar a rua
Também não quero ser uma mera projeção sua
Serei meu próprio existir
Foi bom tentar
Valeu arriscar
Entendo não poder ser agora
Entendo não poder mais, quem sabe jamais
Ou até você, de novo, me chamar.
Isentar-se de tomar decisões
Entregar nas mãos do outro, ou de qualquer fato novo toda a responsabilidade
Deixar de lado
Não guardar rancor
Não olhar nos olhos
Só virar as costas
E você vai, e eu percebo, aos poucos, essa dor
Os sintomas, aos poucos, me consumindo, a dor
Novamente e assim por diante
A sua mensagem ainda não chegou
Nem mais sei se espero que virá
Trato, então, de ficar só
Recolhido à minha lua
Não sou o que você pensou para virar a rua
Também não quero ser uma mera projeção sua
Serei meu próprio existir
Foi bom tentar
Valeu arriscar
Entendo não poder ser agora
Entendo não poder mais, quem sabe jamais
Ou até você, de novo, me chamar.
domingo, 12 de junho de 2011
Cenas curtas II
A - Eu vi sua mensagem. Estranhei, de verdade. Saudades?
B - Disse algo demais? Algo que não deveria?
A - Não, não mesmo. Vem cá, porque você sumiu assim de repente? Quando eu já estava me acostumando a ter uma outra pessoa, a me dedicar um pouco mais a alguém. Foi outra pessoa? Pode dizer. Ninguém desacelera assim do nada.
B - Prefiro não dizer. Acho que em nada alteraria o que eu sinto agora.
A - Como você pode dizer isso? (Ri). Eu me dediquei a você. Parei de fazer coisas que eu julgava importante porque realmente pensei que valeria a pena. Me preocupei para no fim... nada.
B - Olha, eu estava confuso. Eu não sabia o que eu estava sentindo. De verdade. Precisava de um tempo para pensar com calma e não errar mais uma vez.
A - Tanto tempo assim? (Com ironia) Já chegou a um denominador comum? Eu já.
B - Sinto falta de conversar com você. A gente tinha uma "vibe" muito bacana.
A - Eu sei disso. Logo, tratei de esquecer. Meu orgulho é meio assim mesmo. Não procuro, não vou atrás. O que não quer dizer que não tenha pensado.
B - Você era muito ocupado. Ficava pensando se teria o tempo que eu queria para mim. Queria você por inteiro e não ficar contente com o que sobrasse. Gostei de você, de verdade.
A - Nem sei o que dizer. Você me fez acreditar e desacreditar nas pessoas em frações de segundos. Olha, uma coisa eu te digo, pode ficar tranquilo. Não deixou mágoas. Pode se despreocupar. Eu com certeza não estou bem agora, mas sei que eu vou melhorar.
B - Disse algo demais? Algo que não deveria?
A - Não, não mesmo. Vem cá, porque você sumiu assim de repente? Quando eu já estava me acostumando a ter uma outra pessoa, a me dedicar um pouco mais a alguém. Foi outra pessoa? Pode dizer. Ninguém desacelera assim do nada.
B - Prefiro não dizer. Acho que em nada alteraria o que eu sinto agora.
A - Como você pode dizer isso? (Ri). Eu me dediquei a você. Parei de fazer coisas que eu julgava importante porque realmente pensei que valeria a pena. Me preocupei para no fim... nada.
B - Olha, eu estava confuso. Eu não sabia o que eu estava sentindo. De verdade. Precisava de um tempo para pensar com calma e não errar mais uma vez.
A - Tanto tempo assim? (Com ironia) Já chegou a um denominador comum? Eu já.
B - Sinto falta de conversar com você. A gente tinha uma "vibe" muito bacana.
A - Eu sei disso. Logo, tratei de esquecer. Meu orgulho é meio assim mesmo. Não procuro, não vou atrás. O que não quer dizer que não tenha pensado.
B - Você era muito ocupado. Ficava pensando se teria o tempo que eu queria para mim. Queria você por inteiro e não ficar contente com o que sobrasse. Gostei de você, de verdade.
A - Nem sei o que dizer. Você me fez acreditar e desacreditar nas pessoas em frações de segundos. Olha, uma coisa eu te digo, pode ficar tranquilo. Não deixou mágoas. Pode se despreocupar. Eu com certeza não estou bem agora, mas sei que eu vou melhorar.
Cenas curtas I
1 - Posso te fazer um pedido incomum? É uma coisa que com certeza você vai achar estranha no começo mas você vai ver depois que não tem nada demais?
2 - Como assim?
1 - Eu queria dormir com você.
2- Ahn?
1 - É. Dormir com você.
2 - Você sabe que eu tenho namorado e não ficaria bem esse tipo de coisa.
Olha, e a nossa amizade? Por favor não confunda as coisas.
1 - Mas eu não tô confundindo. Eu quero d-o-r-m-ir com você. Não disse nada além disso.
2- Eu não tô entendendo. Não conseguiria dormir com alguém sem pensar em fazer nada.
1 - Aí que tá. Onde eu queria chegar. O que eu sinto por você vai além disso, sabe. Além da nostalgia, da lembrança de te ter por perto. Tenho saudade da nossa amizade mais que tudo e não estava sabendo como te falar. Você some.
2 - E você vive abarrotado de trabalho.
1 - Pra não lembrar das coisas que tento esquecer. Do tempo em que eu vivi sem grandes responsabilidades, do tempo em que eu fui realmente feliz.
2 - E você agora não é feliz?
1 - Sou, mas não da forma como eu gostaria de ser. Então, dá pra dizer que ainda não sou o que eu realmente quero ser.
2- Você está confuso e tenho medo que acabe confundindo mais as coisas.
1 - Não se preocupe, sou maduro demais pra minha idade. Você sabe. Não corro esse perigo. Eu lembro de quando você disse que sempre pensou que a gente daria certo.Mas uma pergunta vive sempre martelando na minha cabeça. Porque não deu?
2 - Não sei. Acho que não era pra ser.
1 - Vejo você com pessoas que não lhe agradam, que te fazem coisas que você não gosta e me pergunto o que te leva a fazer isso.
2 - Saiba que eu vivo me perguntando isso todo santo dia. Sei lá. Às vezes não me reconheço.
1 - Eu também, às vezes, não me reconheço. E não te conheço também (risos).
2 - Acho que gosto quando me cortejam, de ser incomum.
1 - Meu mal é ser orgulhoso. Porque não corri atrás dessa possibilidade?
2 - Talvez não acontecesse nada. A gente nunca sabe. Posso te dizer uma coisa?
1 - Pode. Já estou na desvantagem mesmo.
2 - Eu sempre te admirei, sabia. Seu jeito, sua beleza, sua inteligência, sua vontade de fazer as coisas...
1 - Meu medo é esse: essa vontade que me move a fazer pelos outros me impedir de ser feliz.
2 - Não impede, não.
1 - Ah, você me ajudou tanto. Nem sei como te agradecer.
2 - Não precisa, fiz de coração. Eu admiro você.
1 - Eu também admiro você.
2 - Agora eu posso te fazer um pedido?
1 - Claro. Claro.
2 - Me dá um abraço.
1 - (Abraçando) E você acha que eu sou louco de não dar. (Eles se abraçam e se deitam já tomados pelo sono. A conversa vai ficando baixa. São altas horas da noite e já não respondem ao que se perguntam.)
2 - Como assim?
1 - Eu queria dormir com você.
2- Ahn?
1 - É. Dormir com você.
2 - Você sabe que eu tenho namorado e não ficaria bem esse tipo de coisa.
Olha, e a nossa amizade? Por favor não confunda as coisas.
1 - Mas eu não tô confundindo. Eu quero d-o-r-m-ir com você. Não disse nada além disso.
2- Eu não tô entendendo. Não conseguiria dormir com alguém sem pensar em fazer nada.
1 - Aí que tá. Onde eu queria chegar. O que eu sinto por você vai além disso, sabe. Além da nostalgia, da lembrança de te ter por perto. Tenho saudade da nossa amizade mais que tudo e não estava sabendo como te falar. Você some.
2 - E você vive abarrotado de trabalho.
1 - Pra não lembrar das coisas que tento esquecer. Do tempo em que eu vivi sem grandes responsabilidades, do tempo em que eu fui realmente feliz.
2 - E você agora não é feliz?
1 - Sou, mas não da forma como eu gostaria de ser. Então, dá pra dizer que ainda não sou o que eu realmente quero ser.
2- Você está confuso e tenho medo que acabe confundindo mais as coisas.
1 - Não se preocupe, sou maduro demais pra minha idade. Você sabe. Não corro esse perigo. Eu lembro de quando você disse que sempre pensou que a gente daria certo.Mas uma pergunta vive sempre martelando na minha cabeça. Porque não deu?
2 - Não sei. Acho que não era pra ser.
1 - Vejo você com pessoas que não lhe agradam, que te fazem coisas que você não gosta e me pergunto o que te leva a fazer isso.
2 - Saiba que eu vivo me perguntando isso todo santo dia. Sei lá. Às vezes não me reconheço.
1 - Eu também, às vezes, não me reconheço. E não te conheço também (risos).
2 - Acho que gosto quando me cortejam, de ser incomum.
1 - Meu mal é ser orgulhoso. Porque não corri atrás dessa possibilidade?
2 - Talvez não acontecesse nada. A gente nunca sabe. Posso te dizer uma coisa?
1 - Pode. Já estou na desvantagem mesmo.
2 - Eu sempre te admirei, sabia. Seu jeito, sua beleza, sua inteligência, sua vontade de fazer as coisas...
1 - Meu medo é esse: essa vontade que me move a fazer pelos outros me impedir de ser feliz.
2 - Não impede, não.
1 - Ah, você me ajudou tanto. Nem sei como te agradecer.
2 - Não precisa, fiz de coração. Eu admiro você.
1 - Eu também admiro você.
2 - Agora eu posso te fazer um pedido?
1 - Claro. Claro.
2 - Me dá um abraço.
1 - (Abraçando) E você acha que eu sou louco de não dar. (Eles se abraçam e se deitam já tomados pelo sono. A conversa vai ficando baixa. São altas horas da noite e já não respondem ao que se perguntam.)
Ponto de vista
Vontade de ir embora sem deixar rastros
Subir no primeiro trem que aprecer rumo a qualquer lugar que me leva pra longe
de tudo isso aqui que me cerceia
que me impede de me mostrar ao que vim
Que pressiona minha liberdade, testa meus limites.
Quero ir sim,
não por medo,
não é fugir ao que sou responsável,
mas por querer me aventurar, me conhecer mais além do que posso ser aqui.
Encarar de peito aberto o que vier,
porque sei que o que virá, virá diferente
Será desafiador
Gosto de ser solitário
de enfrentar sozinho meus obstáculos
Gosto de ser quem sou
mas não quero me ver mais daqui de onde estou.
Subir no primeiro trem que aprecer rumo a qualquer lugar que me leva pra longe
de tudo isso aqui que me cerceia
que me impede de me mostrar ao que vim
Que pressiona minha liberdade, testa meus limites.
Quero ir sim,
não por medo,
não é fugir ao que sou responsável,
mas por querer me aventurar, me conhecer mais além do que posso ser aqui.
Encarar de peito aberto o que vier,
porque sei que o que virá, virá diferente
Será desafiador
Gosto de ser solitário
de enfrentar sozinho meus obstáculos
Gosto de ser quem sou
mas não quero me ver mais daqui de onde estou.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Talvez devesse
Talvez devesse sentir raiva daquelas pessoas que não me compreendem
Eu não.
Porque eu as compreendo.
Sei bem a sensação de não entender algo que está além dos meus limites, do meu pensar.
Quem me dera poder viver assim
Sem nenhum juiz a me seguir
Só promotores a me defender
Amigos sempre a me advogar
Eu não quero presenciar
De fato, crimes difíceis de se mensurar
Luto todo e cada dia contra este dragão interno
Mas às vezes me canso de me esforçar
É demais, o corpo faz que vai tolerar
A dor do peito insiste e eu tento suportar, mas o medo persiste em deixar...
Aquilo tudo que foi e é parte de mim.
E sempre será.
Talvez devesse
Não ter tido tantos sonhos
Porque sei que forças já não me falta para os alcançar
Quem sabe meu mundo é do tamanho do meu pensamento
E ele é grande e com certeza pode encaixar
Aceito sua maneira de pensar
Seu modo de agir e falar
Só peço que me respeite pelo que sou, aqui, desprotegido,
Se não bem sei ainda o que quero
Muito menos você saberá.
Talvez devesse sentir raiva daquelas pessoas que não me compreendem
Eu não.
Porque eu as compreendo.
Sei bem a sensação de não entender algo que está além dos meus limites, do meu pensar.
Quem me dera poder viver assim
Sem nenhum juiz a me seguir
Só promotores a me defender
Amigos sempre a me advogar
Eu não quero presenciar
De fato, crimes difíceis de se mensurar
Luto todo e cada dia contra este dragão interno
Mas às vezes me canso de me esforçar
É demais, o corpo faz que vai tolerar
A dor do peito insiste e eu tento suportar, mas o medo persiste em deixar...
Aquilo tudo que foi e é parte de mim.
E sempre será.
Talvez devesse
Não ter tido tantos sonhos
Porque sei que forças já não me falta para os alcançar
Quem sabe meu mundo é do tamanho do meu pensamento
E ele é grande e com certeza pode encaixar
Aceito sua maneira de pensar
Seu modo de agir e falar
Só peço que me respeite pelo que sou, aqui, desprotegido,
Se não bem sei ainda o que quero
Muito menos você saberá.
domingo, 24 de abril de 2011
Quarto Mudo
Sobrevoando a mente
O passado às vezes volta ao presente
Só pra me trucidar
Eu penso que é melhor dizer verdades
Ser sincero demais
Todavia pode incomodar
As emoções fervilham dentro de um quarto mudo
E não é absurdo pensar que havia ali muita coisa a dizer
A aprender
E a retribuir
E a presentear
Nada mais que palavras que vamos guardar
Nada mais que emoções a compartilhar
Nada mais a dizer, sentir ou achar
Saiba que te admiro
Embora seja mais o que eu sinto
Não quero te perturbar
Quero seu eterno sucesso
Ainda que pense que eu possa nele ajudar
Vem cá,
Me dá mais uma vez aquele abraço apertado
E não me deixe de lado
Não se preocupe tanto comigo,
Já sou adulto, crescido
E vou saber encarar
O que vier de ti
Eu vou ouvir e me orientar
E no que mais seu corpo falar
Dito assim,
Afirmado e reafirmado
O amor pelo que se construiu sobre o que houve
Será bem maior do que a tristeza pelo o que não há.
O passado às vezes volta ao presente
Só pra me trucidar
Eu penso que é melhor dizer verdades
Ser sincero demais
Todavia pode incomodar
As emoções fervilham dentro de um quarto mudo
E não é absurdo pensar que havia ali muita coisa a dizer
A aprender
E a retribuir
E a presentear
Nada mais que palavras que vamos guardar
Nada mais que emoções a compartilhar
Nada mais a dizer, sentir ou achar
Saiba que te admiro
Embora seja mais o que eu sinto
Não quero te perturbar
Quero seu eterno sucesso
Ainda que pense que eu possa nele ajudar
Vem cá,
Me dá mais uma vez aquele abraço apertado
E não me deixe de lado
Não se preocupe tanto comigo,
Já sou adulto, crescido
E vou saber encarar
O que vier de ti
Eu vou ouvir e me orientar
E no que mais seu corpo falar
Dito assim,
Afirmado e reafirmado
O amor pelo que se construiu sobre o que houve
Será bem maior do que a tristeza pelo o que não há.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Quero você
Às vezes penso que posso ser a solução pra sua vida
E você para a minha
Nem que seja alguém para curar a ferida
Quero sua companhia
Não adianta mais a gente reclamar
Dessa onda de amores que vem e vão e incertezas,
Te digo, penso que o certo esteja o mais próximo
Se você não enxerga, paciência.
Só que não consigo te dizer abertamente
Após este vão que hoje me entristece
Saiba que é em você que penso quando anoitece
E novamente amanhece,
Já não tenho coragem alguma ainda pra falar
Está tudo aqui dentro amarrado
Trancado, temo naufragar
Não esmero ser só a resolução de um problema
Queria que só me enxergasse, apenas
Como alguém que aprendeu e comeu do fruto de todas as árvores
E aprovou o gosto pela sabedoria
Da prova do certo e do errado
A gente faz por merecer
Eu não sei o que sinto de verdade
Sei que não é mais que terno e sincero
Se a recíproca é verdadeira?
Esta dúvida me enlouquece
E pode não parecer
Ao contrário do que ajo e finjo não ver,
Eu quero você, você, você.
E você para a minha
Nem que seja alguém para curar a ferida
Quero sua companhia
Não adianta mais a gente reclamar
Dessa onda de amores que vem e vão e incertezas,
Te digo, penso que o certo esteja o mais próximo
Se você não enxerga, paciência.
Só que não consigo te dizer abertamente
Após este vão que hoje me entristece
Saiba que é em você que penso quando anoitece
E novamente amanhece,
Já não tenho coragem alguma ainda pra falar
Está tudo aqui dentro amarrado
Trancado, temo naufragar
Não esmero ser só a resolução de um problema
Queria que só me enxergasse, apenas
Como alguém que aprendeu e comeu do fruto de todas as árvores
E aprovou o gosto pela sabedoria
Da prova do certo e do errado
A gente faz por merecer
Eu não sei o que sinto de verdade
Sei que não é mais que terno e sincero
Se a recíproca é verdadeira?
Esta dúvida me enlouquece
E pode não parecer
Ao contrário do que ajo e finjo não ver,
Eu quero você, você, você.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Degelo
Coração de gelo
Não me mete medo
O meu é de diamante
E pode te furar
Nesse campo açoite
Eu sou o mandante
Nesse jogo errante
Eu consigo acertar
E vou errar
Até quando me disser não
Eu vou me acertar
Quando o improvável me vier o sim
Será assim
Só pra me libertar
Que quando junta o nós
Nesse feijão com arroz
Não há só mais que nós
Que há para desatar
E este meu coração, tão frágil e são
Será um doce vilão
Que te faz pernoitar
Você só se entregou
Renegou o amor
E agora que o achou
Não me quer amar
Não me mete medo
O meu é de diamante
E pode te furar
Nesse campo açoite
Eu sou o mandante
Nesse jogo errante
Eu consigo acertar
E vou errar
Até quando me disser não
Eu vou me acertar
Quando o improvável me vier o sim
Será assim
Só pra me libertar
Que quando junta o nós
Nesse feijão com arroz
Não há só mais que nós
Que há para desatar
E este meu coração, tão frágil e são
Será um doce vilão
Que te faz pernoitar
Você só se entregou
Renegou o amor
E agora que o achou
Não me quer amar
domingo, 27 de março de 2011
Eu quis te dar ouvidos
Deixar falar coisas sem sentido
E criar um para mim
Ao seu tempo
Você se reencontrou
Achou artigos que não portava
Vestindo roupas que não usava
Você mudou
Você mudou e eu fui junto
E pode parecer absurdo, mas me moldei
Quis te seguir como um site de relacionamento
No entanto, me anulava a partir do momento que não dizia o que você não queria ouvir
Eu só tentei me redimir
Acertei e errei, mas não fugi
Você brincou, não se entregou
Já foi e foi bom, você morrer pra mim.
Morreu sim e não levou contigo a esperança
Agora é pra mim uma vaga lembrança de alguém que não se deve recordar
O amor se foi e eu fui-me embora daqui deste lugar
Estou na rua
No meio da chuva
E só quero me reencontrar
Você mudou
E eu vou me achar.
Deixar falar coisas sem sentido
E criar um para mim
Ao seu tempo
Você se reencontrou
Achou artigos que não portava
Vestindo roupas que não usava
Você mudou
Você mudou e eu fui junto
E pode parecer absurdo, mas me moldei
Quis te seguir como um site de relacionamento
No entanto, me anulava a partir do momento que não dizia o que você não queria ouvir
Eu só tentei me redimir
Acertei e errei, mas não fugi
Você brincou, não se entregou
Já foi e foi bom, você morrer pra mim.
Morreu sim e não levou contigo a esperança
Agora é pra mim uma vaga lembrança de alguém que não se deve recordar
O amor se foi e eu fui-me embora daqui deste lugar
Estou na rua
No meio da chuva
E só quero me reencontrar
Você mudou
E eu vou me achar.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Tipo um rei
Eu confesso
Há um rei na minha barriga
Que não me deixa afogar as minhas angústias
Que não permite meus dedos de discar seus números
E me arriscar, mesmo que seja para ouvir um alô assim, despreparado.
Ele talvez queira me proteger
Afinal só reina naquilo que pode conhecer
E coração dos outros é terra que ninguém pisa, já ouvi dizer
Mas porque insistem em esmagar o meu?
Ou até ignorar sua presença, existência
Ele só quer me proteger, eu sei
Mas já não quer me permitir ir além
Nesta censura que me impõe
Na ditadura de meu próprio ser
Não quero fugir, me exilar de mim
Parece, tudo indica, que me acostumei ao seu jeito de me esconder
Uns dizem solidão, é bom
Para poucos
Sentir-me só no meio da multidão
Já é hábito regular para mim
No entanto, tem horas que calo
Tento escutá-lo
Ele não para, se revira lá de dentro
E cá de fora eu respondo com atitudes inesperadas
Não espero consenso
Sempre me convenço
Ouço sua voz: “Te protejo”
Então, entendo
Mas me dá couraças, armaduras que são pesadas demais para carregar
Não são todas as horas em que quero vesti-las
Percebo-me em momentos que são raros
Em que quero andar nu por aí
Isento de rótulos, pré-conceitos
Ele me inferniza com seus comentários
Ácidos, chocantes e até irrelevantes
Ele pode ser até meu mal
Mas sempre há o outro lado da moeda
Ele é que nem a gente
Esconde mistérios, é complexo
Não sabe o que quer
Eu, e isso já aconteceu
Enfrento, vou além, me questiono
Me divido se devo tirá-lo ou não do seu habitat profundo
Ele me engana, é sacana
Quando tudo finge estar bem
Olha quem aparece em cena
Ele, despojado de ouro e brilhantes
Doido para me arrumar encrenca
Quando te olho de lado, tenha certeza
É ele quem me puxa
Quando te passo a perna
É ele quem faz força para eu te derrubar
Não vou apedrejá-lo
Ele quer minha defesa
Não quer que eu me apresente
Assim, frágil e só
Quer estar ao meu lado
Ao passo que se encontra dentro de mim
Só quer me ajudar, eu sinto
Mas não me deixar sentir, então minto
Como pode um criador tornar-se presa de sua própria criação
Ele é meu algoz
Ele é meu senhor
Se é que ele é concreto, de fato
Eu acho que vejo uma fórmula, sua composição
Ele é etéreo
Mas é um misto do que chamamos receio, medo, rancor e frustração.
19/03/2011
Há um rei na minha barriga
Que não me deixa afogar as minhas angústias
Que não permite meus dedos de discar seus números
E me arriscar, mesmo que seja para ouvir um alô assim, despreparado.
Ele talvez queira me proteger
Afinal só reina naquilo que pode conhecer
E coração dos outros é terra que ninguém pisa, já ouvi dizer
Mas porque insistem em esmagar o meu?
Ou até ignorar sua presença, existência
Ele só quer me proteger, eu sei
Mas já não quer me permitir ir além
Nesta censura que me impõe
Na ditadura de meu próprio ser
Não quero fugir, me exilar de mim
Parece, tudo indica, que me acostumei ao seu jeito de me esconder
Uns dizem solidão, é bom
Para poucos
Sentir-me só no meio da multidão
Já é hábito regular para mim
No entanto, tem horas que calo
Tento escutá-lo
Ele não para, se revira lá de dentro
E cá de fora eu respondo com atitudes inesperadas
Não espero consenso
Sempre me convenço
Ouço sua voz: “Te protejo”
Então, entendo
Mas me dá couraças, armaduras que são pesadas demais para carregar
Não são todas as horas em que quero vesti-las
Percebo-me em momentos que são raros
Em que quero andar nu por aí
Isento de rótulos, pré-conceitos
Ele me inferniza com seus comentários
Ácidos, chocantes e até irrelevantes
Ele pode ser até meu mal
Mas sempre há o outro lado da moeda
Ele é que nem a gente
Esconde mistérios, é complexo
Não sabe o que quer
Eu, e isso já aconteceu
Enfrento, vou além, me questiono
Me divido se devo tirá-lo ou não do seu habitat profundo
Ele me engana, é sacana
Quando tudo finge estar bem
Olha quem aparece em cena
Ele, despojado de ouro e brilhantes
Doido para me arrumar encrenca
Quando te olho de lado, tenha certeza
É ele quem me puxa
Quando te passo a perna
É ele quem faz força para eu te derrubar
Não vou apedrejá-lo
Ele quer minha defesa
Não quer que eu me apresente
Assim, frágil e só
Quer estar ao meu lado
Ao passo que se encontra dentro de mim
Só quer me ajudar, eu sinto
Mas não me deixar sentir, então minto
Como pode um criador tornar-se presa de sua própria criação
Ele é meu algoz
Ele é meu senhor
Se é que ele é concreto, de fato
Eu acho que vejo uma fórmula, sua composição
Ele é etéreo
Mas é um misto do que chamamos receio, medo, rancor e frustração.
19/03/2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
Valeu
“Há que se acostumar
Com as voltas que a vida dá”
As pessoas me parecem assim,
Tão plástico, descartável.
Quem é de verdade, eu sei, vai ficar
Tem medo, às vezes coragem, não foge
Se for real há que perdurar
E eu não vou mais querer conversar
Se teu mundo é assim tão fútil,
Leva e traz
O meu sou eu que faço
E dou minhas coordenadas pra quem entrar no meu espaço
Vai lá, vai lá,
O retorno é imediato, vem sempre em dobro, eu sei
E lembre disso na hora de plantar
Posso ser teu eterno desgosto
E na hora do remorso
A minha lembrança irá abater a sua memória
Como estacas oportunas e sórdidas
O seu desejo já não irá de encontro ao meu
A saudade que sentia, é passado, caiu no breu
De volta ao começo, eu me restarto
Digo valeu
Do teu erro, do teu pecado, ingrato
Pode nascer meu verdadeiro eu.
Com as voltas que a vida dá”
As pessoas me parecem assim,
Tão plástico, descartável.
Quem é de verdade, eu sei, vai ficar
Tem medo, às vezes coragem, não foge
Se for real há que perdurar
E eu não vou mais querer conversar
Se teu mundo é assim tão fútil,
Leva e traz
O meu sou eu que faço
E dou minhas coordenadas pra quem entrar no meu espaço
Vai lá, vai lá,
O retorno é imediato, vem sempre em dobro, eu sei
E lembre disso na hora de plantar
Posso ser teu eterno desgosto
E na hora do remorso
A minha lembrança irá abater a sua memória
Como estacas oportunas e sórdidas
O seu desejo já não irá de encontro ao meu
A saudade que sentia, é passado, caiu no breu
De volta ao começo, eu me restarto
Digo valeu
Do teu erro, do teu pecado, ingrato
Pode nascer meu verdadeiro eu.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Após
Como seria se talvez fosse
O que seria se acaso não fosse
Não é hora de perguntar
Nem de lamentar
O carro comprado, a casa na praia
O vizinho apertado e eu só na farra
Será?
Será que gastei bem meu tempo
Será?
Que fiz aquilo que achava certo?
Será?
Que vivi o que era preciso
Será?
Me pergunto agora que não estou vivo.
O que seria se acaso não fosse
Não é hora de perguntar
Nem de lamentar
O carro comprado, a casa na praia
O vizinho apertado e eu só na farra
Será?
Será que gastei bem meu tempo
Será?
Que fiz aquilo que achava certo?
Será?
Que vivi o que era preciso
Será?
Me pergunto agora que não estou vivo.
Eu só queria lhe informar
Eu só queria lhe informar
Que meu romance ou algo que eu não sabia explicar
Acabou por terminar
Não sei
Mas eu já sabia
Que algo não mais cabia entre nós
Talvez por isso queria que você soubesse
E se acaso quisesse
Poderíamos ser um só
Logo agora que você está por aqui
Logo agora que você pensou em dizer sim
Pergunto por que não?
Por que não deixar vazar ao coração?
Aceitar o que se é e o que se tem
Dar sentido à vida
Me dê um abraço apertado
Preciso do seu colo, você ao meu lado
Não quero ter que ir embora
Sem provar o que seria de nós
Se não houvesse receio, temor
Não quero ter que ir embora
Sem provar do que um dia a gente pode chamar de amor.
Que meu romance ou algo que eu não sabia explicar
Acabou por terminar
Não sei
Mas eu já sabia
Que algo não mais cabia entre nós
Talvez por isso queria que você soubesse
E se acaso quisesse
Poderíamos ser um só
Logo agora que você está por aqui
Logo agora que você pensou em dizer sim
Pergunto por que não?
Por que não deixar vazar ao coração?
Aceitar o que se é e o que se tem
Dar sentido à vida
Me dê um abraço apertado
Preciso do seu colo, você ao meu lado
Não quero ter que ir embora
Sem provar o que seria de nós
Se não houvesse receio, temor
Não quero ter que ir embora
Sem provar do que um dia a gente pode chamar de amor.
Você vai se transformar
A sua boa sorte me soa assim tão peculiar
Como pode alguém assim ter tantos princípios e deles discordar
Sabe
Acreditei que era aquela alma gêmea
Metade da laranja
Tampa de panela
Que era contra paixões efêmeras
E que pregava contra artificialidade de relações frágeis e fáceis
Agora
Você vai
Como que vira uma página
Como que rejeita um produto ou fecha uma janela
Como alguém que só não quer amar
Eu talvez entenderia
Se antes de um ponto final
Viessem, de explicação, os parênteses
Tenho muito a dizer
A explicar
E perguntar
Talvez você não tenha esse dever
E não seja meu dom fazer me entender, a querer saber
E eu não queria fechar conclusões, ficar no achar
Não tem jeito, eu sei
Acabou, Acabou
Acabou por terminar
No entanto, te agradeço
Dos males o menor
Me dás munição
Com isso que vivemos
A página virada, a janela fechada
Agora é poesia, canção.
Como pode alguém assim ter tantos princípios e deles discordar
Sabe
Acreditei que era aquela alma gêmea
Metade da laranja
Tampa de panela
Que era contra paixões efêmeras
E que pregava contra artificialidade de relações frágeis e fáceis
Agora
Você vai
Como que vira uma página
Como que rejeita um produto ou fecha uma janela
Como alguém que só não quer amar
Eu talvez entenderia
Se antes de um ponto final
Viessem, de explicação, os parênteses
Tenho muito a dizer
A explicar
E perguntar
Talvez você não tenha esse dever
E não seja meu dom fazer me entender, a querer saber
E eu não queria fechar conclusões, ficar no achar
Não tem jeito, eu sei
Acabou, Acabou
Acabou por terminar
No entanto, te agradeço
Dos males o menor
Me dás munição
Com isso que vivemos
A página virada, a janela fechada
Agora é poesia, canção.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Mangue Seco
Sonhei que estava com sede
E aquilo tudo era só fantasia
Da cabeça surgia
Um distante canto de passarinhos
Um ninho feito só para proteger
Do verão que passou
Do inverno que dessa vez não ficou
Hibernado em mim
O vento que me acariciava o rosto
Era o mesmo que movia dunas e destruía casas
A ladainha cantada por meninos em coro
Para vender seu peixe , caranguejo e camarão,
Aos turistas enfeitiçava
Seu nome era seco
E algo já me dizia
Que ali era tudo molhado
E morava a alegria
A simplicidade e sensação de só se fazer o bem
De sem olhar a quem
Viver na tranqüilidade
Do bar de Dona Raimunda
De uma boa Senhora dos Navegantes
Que nos guiasse pelo mar ou até mesmo rio que nos encontrasse.
Era o mar
Esse mar
Que servia e dava alimento
Que também destruía aquilo que encontrava
Oito casas e quartos
Um milhão de reais
Valor de um prêmio de programa de televisão
Que Yemanjá levava com apenas uma mão.
E era cocada, sururu e camarão
Peixe robalo
Shopping na contramão
No entanto ninguém discordava
Havia progresso
Em nós ele estava.
E aquilo tudo era só fantasia
Da cabeça surgia
Um distante canto de passarinhos
Um ninho feito só para proteger
Do verão que passou
Do inverno que dessa vez não ficou
Hibernado em mim
O vento que me acariciava o rosto
Era o mesmo que movia dunas e destruía casas
A ladainha cantada por meninos em coro
Para vender seu peixe , caranguejo e camarão,
Aos turistas enfeitiçava
Seu nome era seco
E algo já me dizia
Que ali era tudo molhado
E morava a alegria
A simplicidade e sensação de só se fazer o bem
De sem olhar a quem
Viver na tranqüilidade
Do bar de Dona Raimunda
De uma boa Senhora dos Navegantes
Que nos guiasse pelo mar ou até mesmo rio que nos encontrasse.
Era o mar
Esse mar
Que servia e dava alimento
Que também destruía aquilo que encontrava
Oito casas e quartos
Um milhão de reais
Valor de um prêmio de programa de televisão
Que Yemanjá levava com apenas uma mão.
E era cocada, sururu e camarão
Peixe robalo
Shopping na contramão
No entanto ninguém discordava
Havia progresso
Em nós ele estava.
Souvenir
É bom presentear
Materializar o afeto
Criar pontes de verdades
Dizendo sim, isso eu quero.
Eu digo não aos excessos
Exageros
Esmero um regalo verdadeiro
Sincero
Este é o ar que hoje eu respiro
E a quem eu devolvo um incentivo
Singelo
Sinta-se afortunado
É um correio que é belo
Em forma de poesia ou canção
É um lembrete, oração
Um direto recado que transmite emoção
Em um ícone, símbolo
Souvenir
Item que fortalece um elo
Lembrancinhas
Caneca, camisa, imã de geladeira
Penduricalho, vestido, camiseta
Mensageiro dos ventos
É meu presente ar
Pra te presentear
É pra lembrar de mim
Pra eu lembrar de ti
É pra de ti
É pra de ti lembrar
É pra lembrar, viu?
Materializar o afeto
Criar pontes de verdades
Dizendo sim, isso eu quero.
Eu digo não aos excessos
Exageros
Esmero um regalo verdadeiro
Sincero
Este é o ar que hoje eu respiro
E a quem eu devolvo um incentivo
Singelo
Sinta-se afortunado
É um correio que é belo
Em forma de poesia ou canção
É um lembrete, oração
Um direto recado que transmite emoção
Em um ícone, símbolo
Souvenir
Item que fortalece um elo
Lembrancinhas
Caneca, camisa, imã de geladeira
Penduricalho, vestido, camiseta
Mensageiro dos ventos
É meu presente ar
Pra te presentear
É pra lembrar de mim
Pra eu lembrar de ti
É pra de ti
É pra de ti lembrar
É pra lembrar, viu?
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Insegurança Protocolar
A gente ta diferente
Como você não percebe?
Não vê
Ou finge que não sabe
Que algo acontece ou deixa de acontecer
Se você não fala nada
Também não sou eu que vou perguntar
Mas até quando faremos caras caladas
Arquitetando jogos cruzados que não conseguimos decifrar
Se acha que o encanto cessou
Diga que me vou
E se eu mesmo não me for
Diga que eu não fique aqui
Estou me vendo sujeito ao princípio,
De tudo, o início
De voltar ao começo
Até aqueles poucos quinze minutos
Que me separavam do embarque
E que me fizeram que ficasse
A enfrentar o que eu hoje desconheço
Se quiser, marque que eu vou
Nós precisamos falar
Sair da conversa protocolar
Atacar o que realmente aflige
Porque se não te aflige
Posso mesmo não te conhecer
Ou se sou eu quem quer respostas agora
Talvez não faça por as merecer
Ou quem sabe a insegurança não esteja aqui dentro de mim
Talvez ela paire hoje sobre você.
Como você não percebe?
Não vê
Ou finge que não sabe
Que algo acontece ou deixa de acontecer
Se você não fala nada
Também não sou eu que vou perguntar
Mas até quando faremos caras caladas
Arquitetando jogos cruzados que não conseguimos decifrar
Se acha que o encanto cessou
Diga que me vou
E se eu mesmo não me for
Diga que eu não fique aqui
Estou me vendo sujeito ao princípio,
De tudo, o início
De voltar ao começo
Até aqueles poucos quinze minutos
Que me separavam do embarque
E que me fizeram que ficasse
A enfrentar o que eu hoje desconheço
Se quiser, marque que eu vou
Nós precisamos falar
Sair da conversa protocolar
Atacar o que realmente aflige
Porque se não te aflige
Posso mesmo não te conhecer
Ou se sou eu quem quer respostas agora
Talvez não faça por as merecer
Ou quem sabe a insegurança não esteja aqui dentro de mim
Talvez ela paire hoje sobre você.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Velho Clichê
Eu queria , meu bem, um amor assim
Que fizesse de um tudo por mim
Que me amasse
Que limpasse o chão que eu pisasse
Um amor assim, maior que eu
Que se hipnotizasse ao primeiro olhar meu
Que arriscasse sua vida
Que destinasse seus dias
A só me querer bem
Um amor desses de sonhos
De inventos e intentos
Que se dedicasse a satisfazer todos os meus devaneios
Um alguém pra ser inteiro
Somente pra mim
Um romance assim desses de novela, cinema,
Ou qualquer tipo de ficção
Contos de fadas,
Televisão
E você quer a quem?
Ao menos sabe o que é amar?
Eu ainda espero aquela velha cena clichê
Espero você
Que não vem
Nem virá.
Que fizesse de um tudo por mim
Que me amasse
Que limpasse o chão que eu pisasse
Um amor assim, maior que eu
Que se hipnotizasse ao primeiro olhar meu
Que arriscasse sua vida
Que destinasse seus dias
A só me querer bem
Um amor desses de sonhos
De inventos e intentos
Que se dedicasse a satisfazer todos os meus devaneios
Um alguém pra ser inteiro
Somente pra mim
Um romance assim desses de novela, cinema,
Ou qualquer tipo de ficção
Contos de fadas,
Televisão
E você quer a quem?
Ao menos sabe o que é amar?
Eu ainda espero aquela velha cena clichê
Espero você
Que não vem
Nem virá.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Verde, Vermelho e Amarelo
Quero te ver através do seu pára-brisas
Quem é que se esquiva?
Que não quer se ver
Trânsito lento
No calor do momento
É raro ter um minuto
Pra pensar em quê
Com o sinal fechado
Eu te atravesso
Sem cortes inesperados
Se você avança
Aí, sou eu que me retraio
Será medo de ser feliz?
Indubitável, ainda é
Inesquecível, ainda é
Inelegível
Outro amor sem ser você
Se o apreço é bom
O abrigo é certo
E eu vou ser esperto
Não posso te perder
Verde, meus olhos
Vermelho, seu rosto
Amarelo, é desgosto?
Verde
Vermelho
Amarelo
São sinais
Só sinais
Eu espero
Eu espero
Quem é que se esquiva?
Que não quer se ver
Trânsito lento
No calor do momento
É raro ter um minuto
Pra pensar em quê
Com o sinal fechado
Eu te atravesso
Sem cortes inesperados
Se você avança
Aí, sou eu que me retraio
Será medo de ser feliz?
Indubitável, ainda é
Inesquecível, ainda é
Inelegível
Outro amor sem ser você
Se o apreço é bom
O abrigo é certo
E eu vou ser esperto
Não posso te perder
Verde, meus olhos
Vermelho, seu rosto
Amarelo, é desgosto?
Verde
Vermelho
Amarelo
São sinais
Só sinais
Eu espero
Eu espero
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Sem rumo
Dessa vida a gente nada leva
Eu só me pergunto qual delas você está a levar
Se te perdes
Te asseguro
Não mudo
Só penso que não queira se achar
Absurdo
Um muro
Entre nós
Invisível
Que não se pode quebrar
Não me curo
Eu juro e esconjuro
O que é certo é o que fica
Não dá pra mudar.
Refrão
Então siga a ponte criada pelos seus desejos
Enquanto meu rio de prazeres vai encontrar a queda mais próxima
Segue a estrada que vai a sua frente
Sem olhar pra trás
Içando as pedras no caminho
Eu sigo minha trajetória, em flor
Eu sei
Já não mais vou
Olho a natureza ao meu redor
Sinto o cheiro que não se decifra
Só não me tenha dó
Só te digo
Siga a ponte criada pelos seus desejos
Enquanto meu rio de prazeres vai encontrar a queda mais próxima
Segue a estrada que vai a sua frente
Sem olhar pra trás
Sem se arrepender
Eu só me pergunto qual delas você está a levar
Se te perdes
Te asseguro
Não mudo
Só penso que não queira se achar
Absurdo
Um muro
Entre nós
Invisível
Que não se pode quebrar
Não me curo
Eu juro e esconjuro
O que é certo é o que fica
Não dá pra mudar.
Refrão
Então siga a ponte criada pelos seus desejos
Enquanto meu rio de prazeres vai encontrar a queda mais próxima
Segue a estrada que vai a sua frente
Sem olhar pra trás
Içando as pedras no caminho
Eu sigo minha trajetória, em flor
Eu sei
Já não mais vou
Olho a natureza ao meu redor
Sinto o cheiro que não se decifra
Só não me tenha dó
Só te digo
Siga a ponte criada pelos seus desejos
Enquanto meu rio de prazeres vai encontrar a queda mais próxima
Segue a estrada que vai a sua frente
Sem olhar pra trás
Sem se arrepender
Dois e cinqüenta
Moço, você tem dois e cinqüenta
Para eu pagar minha passagem
Você sabe
Eu não posso me atrasar
Não posso chegar tarde
Olha só, minha TV é de plasma, é de LCD
Ela é plana
Mas minha vida não
Meu celular
Última geração
Cheio de função
E a minha vida...
E se fora verdade
Esses versos não vão resolver
Vida sem idas
Só voltas
E se fora verdade
Eu não sei
Só pergunto
Quem vai saber?
Para eu pagar minha passagem
Você sabe
Eu não posso me atrasar
Não posso chegar tarde
Olha só, minha TV é de plasma, é de LCD
Ela é plana
Mas minha vida não
Meu celular
Última geração
Cheio de função
E a minha vida...
E se fora verdade
Esses versos não vão resolver
Vida sem idas
Só voltas
E se fora verdade
Eu não sei
Só pergunto
Quem vai saber?
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Crítica: Esquenta!
Nos primeiros minutos achei tudo muito colorido demais, muita informação e fiquei com medo de que este ambiente familiar ficasse forçado. Mas com o tempo, o programa foi ficando realmente com cara de natural, juntando familiares dos artistas e pelos comentários feitos.
Destaque para a entrevista do presidente LULA que o mostrou como popular , igual a nós, o que é bem a cara do programa.
Só um detalhe que me incomodou muito: Os cortes bruscos. Não sei se é essa a intenção, mas me deu a impressão de que havia muito material (útil por sinal) para pequena duração do programa e muitas conversas e declarações interessantes perderam o sentido. Fora as figuras que apareciam do nada em plena conversa.
Regina Casé também é um destaque a medida em que não tenta forçar a alcunha de popular e dizer coisas que realmente nos faz pensar, como quando citou a forma de as pessoas atualmente andarem nas ruas e não olharem para o lado e enxergar as pessoas reais. Gosto da espontaneidade com que diz alguns textos roteirizados e a sua capacidade de improvisar diante das situações.
E em relação às crianças e jovens, senti que ficaram muito dispersos no cenário, sem muita função a não ser dançar durante os números musicais. Seria interessante se pudessem intervir também e fazer perguntas diretamente aos convidados, assim como uma criança fez ao Lula.
Um ponto positivo também é a diversidade de atrações musicais que podem render números inesperados. O que foi a Velha Guarda da Portela tocando e cantando um samba de roda. Seria interessante que se investisse mais no inusitado e às vezes menos no roteiro programado. Assim, seria criado uma espécie de reality show com a impressão de que é uma festa realizada mesmo na nossa casa.
O Esquenta, em geral, ainda não me esquentou.
Gostei da idéia e do tom, mas vamos ver no próximo domingo com a participação de Maria Gadu e Caetano Veloso.
Destaque para a entrevista do presidente LULA que o mostrou como popular , igual a nós, o que é bem a cara do programa.
Só um detalhe que me incomodou muito: Os cortes bruscos. Não sei se é essa a intenção, mas me deu a impressão de que havia muito material (útil por sinal) para pequena duração do programa e muitas conversas e declarações interessantes perderam o sentido. Fora as figuras que apareciam do nada em plena conversa.
Regina Casé também é um destaque a medida em que não tenta forçar a alcunha de popular e dizer coisas que realmente nos faz pensar, como quando citou a forma de as pessoas atualmente andarem nas ruas e não olharem para o lado e enxergar as pessoas reais. Gosto da espontaneidade com que diz alguns textos roteirizados e a sua capacidade de improvisar diante das situações.
E em relação às crianças e jovens, senti que ficaram muito dispersos no cenário, sem muita função a não ser dançar durante os números musicais. Seria interessante se pudessem intervir também e fazer perguntas diretamente aos convidados, assim como uma criança fez ao Lula.
Um ponto positivo também é a diversidade de atrações musicais que podem render números inesperados. O que foi a Velha Guarda da Portela tocando e cantando um samba de roda. Seria interessante que se investisse mais no inusitado e às vezes menos no roteiro programado. Assim, seria criado uma espécie de reality show com a impressão de que é uma festa realizada mesmo na nossa casa.
O Esquenta, em geral, ainda não me esquentou.
Gostei da idéia e do tom, mas vamos ver no próximo domingo com a participação de Maria Gadu e Caetano Veloso.
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