Pode ser clichê ainda dizer que tenho em mim o cheiro da sua pele
Que uma noite assim despretensiosa pode surpreender a geografia de qualquer coração duro
Que as necessidades físicas às vezes são tomadas por devaneios bobos de súbito
Novas sensações, trocas químicas que eu não imaginaria sentir novamente
Um quarto alugado, uma sombra vermelha, nós dois nesse quarto e meu pensamento aqui fora vagueia.
Que seria de mim se não desse oportunidade pro meu existir?
Figura fácil é pensar demais
Vou deixar o corpo decidir
Quando ele engana é o pior
Mas há algo que vale mais do que um arrepio de oito segundos assim só
É poder achar uma alma tão perdida quanto a sua, num deserto de silêncios, sons, pensamentos
É a frágil expectativa de encontrar algo que há tempos procuramos sem saber exatamente o que é
Se pode ser a oportunidade que abraçamos, eu e você assim tão sós
Enlameados de compromissos em nossas ciências, decidir se permitimos algo novo que queria acontecer
Depois desse momento intenso que não parece terminar
Eu não sei, quem sabe você
Tenha algo a dizer mais do que certas palavras confortadoras e sóbrias
Eu só espero agora um novo encontro, uma nova chance
De juntar a minha e a sua história.
MEu canto para externar as coisas que sinto ou para aquelas que sou apenas um veículo onde possa fazer sentir.
MÚLTIPLO EU
Escrever é ao mesmo tempo dádiva e tragédia de servir ao outro e a si mesmo no intuito de amortecer os tropeços do caminho.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Amiga
Amiga, daí do outro lado,
As coisas têm melhorado
Até de ladrão de bicicleta tenho sido alvo
Não sei se comemorar o fato é certo ou errado
Mas entre rotas e estradas perdidas
Vi que encontrou seu caminho
O meu, me parece, é por aqui
Permanecer, lutar
Acho que não estou sozinho
Penso que ajo sempre em prol
Não penso em, só por isso, entrar em algum hall de fama, certificados ou premiações
As pessoas poderiam ser só menos protocolares
E o mundo mais repleto de ações
Daí, você vê que a crise que os afeta
Para nós, pode ser apenas uma marolinha
Embora ainda sejam várias as tsunamis que a gente tem que suportar
No supermercado, nas escolas e até na mesa de um bar
Só quis ficar e tentar
Eu sei que aí é o velho continente
Pode achar que sou triste, mas te digo estou até contente
Com a lenta mudança que tenho visto se manifestar
Vocês por aí tem mais de mil anos
Nós, ainda que façamos barulho
Somos apenas uma criança
Temos pouco mais de quinhentos
E eu ainda não perco a esperança
Agora as coisas por aí não estão tão boas
E nosso gigante aqui parece ir, do mundo, na contramão
Te digo, são respostas ao tempo que estivemos, por vocês, presos
São anseios por novas ideias, utopia e sonhando muito, revolução.
As coisas têm melhorado
Até de ladrão de bicicleta tenho sido alvo
Não sei se comemorar o fato é certo ou errado
Mas entre rotas e estradas perdidas
Vi que encontrou seu caminho
O meu, me parece, é por aqui
Permanecer, lutar
Acho que não estou sozinho
Penso que ajo sempre em prol
Não penso em, só por isso, entrar em algum hall de fama, certificados ou premiações
As pessoas poderiam ser só menos protocolares
E o mundo mais repleto de ações
Daí, você vê que a crise que os afeta
Para nós, pode ser apenas uma marolinha
Embora ainda sejam várias as tsunamis que a gente tem que suportar
No supermercado, nas escolas e até na mesa de um bar
Só quis ficar e tentar
Eu sei que aí é o velho continente
Pode achar que sou triste, mas te digo estou até contente
Com a lenta mudança que tenho visto se manifestar
Vocês por aí tem mais de mil anos
Nós, ainda que façamos barulho
Somos apenas uma criança
Temos pouco mais de quinhentos
E eu ainda não perco a esperança
Agora as coisas por aí não estão tão boas
E nosso gigante aqui parece ir, do mundo, na contramão
Te digo, são respostas ao tempo que estivemos, por vocês, presos
São anseios por novas ideias, utopia e sonhando muito, revolução.
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