MÚLTIPLO EU

Escrever é ao mesmo tempo dádiva e tragédia de servir ao outro e a si mesmo no intuito de amortecer os tropeços do caminho.



segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Criatura de mim

Essa minha frieza
é medo do que não veio
Te digo é receio do que virá
Olho em teu olhar
Já não me dizes mais
aquelas belas palavras

Canto essa cançao pra dizer que não quero perder a sensação do que nunca tive
E sei que se eu tiver
Ah se eu tiver
Poderá não ser o que sempre sonhei

Um desejo quando se realiza
Quando vira concreto
Cai por terra
Naufraga
É melhor te alimentar enquanto pensamento meu
Aqui dentro dos meus domínios
Onde dou minhas coordenadas
Ainda distante de suas longitudes
Buscando um altitude que sustente
o meu encanto por ti.

Por isso canto sim
pra afastar o possível
Irremediar o presente
Dizer que sou eu
O fantasma das minhas próprias lembranças
O vazio que me preenche
Que seja assim
Eu, criador
E você, criatura de mim.

Amor is back?

Era só isso que eu queria da vida
Não mais que teu abraço forte caso o acaso assim definir
Não mais que teu aperto de mão caso não seja permitido aqui
Não mais que teu beijo quem sabe se assim tivermos sorte

A distância não separa, nem mesmo a morte,
Então seja forte, seja eu,
Que um dia virá o sol que esperamos,
E assim serei seu, Mesmo daqui...de longe de ti...

Vai lá, faz essa força pra me encontrar
Mas tudo bem, não ficarei triste se não te ver
Até mesmo porque há algo de mais profundo que não se pode ver, entre eu e você
Entre aqui
Venha conhecer o que eu já conheço
Só não se perca nesses caminhos que já vi muitos tantos outros caírem
Que seja verdade o que dizes
Que seja eterno enquanto dure
Que seja terno enquanto vivo
Que seja belo enquanto sinto
Que venha inteiro
verdadeiro
Que você verá do que sou capaz
Que por mais que seja duro e difícil
Eu vou me reacostumar a amar.

Florais

Flor,
Desabrocha em mim
Desabrocha assim
Quando o vento bate

Flor,
Desabrocha assim,
Se deságua em mim,
mais da sua metade

Cor do som que me possui
Alento meu que flui ao passar por aí...
Onda de frio e calor
Energia que dissipa a dor, amor
Natura mãe no seu ardor
Vai, deixa sentir

Refrão

Corre à brisa que vem...
Te acaricia o rosto que vai...
Se samba, samba, sai
Divaga
Devagar
Devagar é sempre
Conduz o meu, o teu cantar
Vai lá, vai lá, vai lá,
Me ver desabrochar
Refrão

A força da massa do todo
Une aquilo que estava torto
Dói demais...
Cravo que me fere quando chora
Quando deixa-me saltear
O amor vaiVai, desabrocha e sai.