Neste mundo de tantas carências,
Pendências e demências
Às vezes tomamos alhos por bugalhos
Trocamos os pés pelas mãos
Agindo contra nossa própria legislação
Contradizendo o que afirmávamos antes
Contra argumentando com justificativas usadas antes por aqueles carrascos de nossas mentes
É que eu olho para você
E sinto tudo e muito mais que admiração
Ah, se fosse esse amor
Nossos corpos não resistiriam
Meu olhar não mentiria
E eu não poderia esconder esse meu jeito
Nem sentimento algum no peito poderia suportar
É uma forma diferente
Amizade talvez seja pouco potente também para expressar
Seja menos do que quero dizer
É contrário, eu sei, antiquado e pode parecer
Que não é o que é para ser
Só que do meu jeito, todo único, intenso e discreto
Com amizade, confidência e parceria,
É certo, amo você
Espero
MEu canto para externar as coisas que sinto ou para aquelas que sou apenas um veículo onde possa fazer sentir.
MÚLTIPLO EU
Escrever é ao mesmo tempo dádiva e tragédia de servir ao outro e a si mesmo no intuito de amortecer os tropeços do caminho.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
À minha juventude
Agora meus punhos estão em riste
Enfim, aguardava sempre uma luta para lutar
Minha geração é apática, uns dizem
Até midiática
Passiva demais
Não dá para agüentar
É daquele tipo que luta por times
Veste coloridas camisas
Organiza torcidas só para enfatizar
Lances perfeitos de grandes fenômenos criados
Que tem seus bolsos cheios de milhões
Enquanto uns choram misérias em barracos pobres
Outros cortam seus pulsos em suas imponentes mansões
São jogos de guerra, são vários, diários
Que precisamos suportar
Às vezes inertes
Às vezes, sem-terra
A reação, ao que me parece, é nula
A vontade existe, ideal para buscar
No entanto, a garganta mais uma vez cala
E é a mesma que beija aos outros
Sem ao menos poder confiar
À minha juventude
Geração de meu tempo
Nos é dado um único direito e vocês insistem em tentar enfrentar
De todos aqueles que já nos foram negados
Sobra apenas esse, único, um
Ainda que inconstitucional
O direito de sonhar.
Enfim, aguardava sempre uma luta para lutar
Minha geração é apática, uns dizem
Até midiática
Passiva demais
Não dá para agüentar
É daquele tipo que luta por times
Veste coloridas camisas
Organiza torcidas só para enfatizar
Lances perfeitos de grandes fenômenos criados
Que tem seus bolsos cheios de milhões
Enquanto uns choram misérias em barracos pobres
Outros cortam seus pulsos em suas imponentes mansões
São jogos de guerra, são vários, diários
Que precisamos suportar
Às vezes inertes
Às vezes, sem-terra
A reação, ao que me parece, é nula
A vontade existe, ideal para buscar
No entanto, a garganta mais uma vez cala
E é a mesma que beija aos outros
Sem ao menos poder confiar
À minha juventude
Geração de meu tempo
Nos é dado um único direito e vocês insistem em tentar enfrentar
De todos aqueles que já nos foram negados
Sobra apenas esse, único, um
Ainda que inconstitucional
O direito de sonhar.
Escandaloso desejo de amar
Não quero ser só um passatempo
Joguete, brinquedo
Embora aprecie momentos de curtição
Não penso que seja esta a saída
Não tentar olhar à luz do dia
Quando a noite insistir em escurecer
Eu até tento te ver
Entre as mensagens e falas soltas e abertas
Eu até tento me encaixar
Encontrar um nexo, um fim num contexto
Pra me justificar
E até para tentar me achar
Saber que rumo eu devo seguir
Que caminho tenho a percorrer
Se assim devo me render e tolhir
Ou simplesmente acostumar-me a sentir, ou a ser
Difícil como é a indecisão que me corrói, o corpo
Que a alma destrói e entre atos e fatos, reconstrói
À medida que me sinto desejado e rejeitado pelo seu bem querer
È tudo um imenso pecado velado,
Algo que não se pode retroceder nem mensurar,
No fim tudo é assim, também como aquilo, é desejo
Um escandaloso desejo de amar.
Joguete, brinquedo
Embora aprecie momentos de curtição
Não penso que seja esta a saída
Não tentar olhar à luz do dia
Quando a noite insistir em escurecer
Eu até tento te ver
Entre as mensagens e falas soltas e abertas
Eu até tento me encaixar
Encontrar um nexo, um fim num contexto
Pra me justificar
E até para tentar me achar
Saber que rumo eu devo seguir
Que caminho tenho a percorrer
Se assim devo me render e tolhir
Ou simplesmente acostumar-me a sentir, ou a ser
Difícil como é a indecisão que me corrói, o corpo
Que a alma destrói e entre atos e fatos, reconstrói
À medida que me sinto desejado e rejeitado pelo seu bem querer
È tudo um imenso pecado velado,
Algo que não se pode retroceder nem mensurar,
No fim tudo é assim, também como aquilo, é desejo
Um escandaloso desejo de amar.
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