Quem sabe tenha sido eu
Ao me afastar para quebrar meu muro imaginário
Acabei te ferindo com os pedaços esvoaçados do meu querer
Com a incessante busca pelo âmago do ser
Me deparei com traços meus que julgava não haver
Ciúme insensato
Para quem sempre prezou pela liberdade individual
Paranóia cerebral
A chance ou possibilidade de ter sido substituído por outrem me assombrava a mente, arquitetava oportunidades, imaginava situações,
E quando os fatos que temia tornaram-se verídicos...
Tudo sórdida fingidez
Traço de loucura?
Hipótese que não se configura?
Será que aquela máxima não é verdadeira?
Afinal, é preciso haver fumaça para certificar que fogo houve?
Vê,
Não me ouve.
Sentir,
Já não me sentia.
Eu, então, pressentia que ia tudo acabar.
E como num desespero,
Num ato descabido,
Me atirava ao exílio ou ao empecilho de ser logo aquilo que atrapalhava nós dois
E quando vinha a triste palavra doída de apenas três magras letrinhas
Eu me descontentava, sofria,
Num gesto,
Misto de ira e fúria consentida.
Dizia:
Eu já sabia!
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