MÚLTIPLO EU

Escrever é ao mesmo tempo dádiva e tragédia de servir ao outro e a si mesmo no intuito de amortecer os tropeços do caminho.



terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Isa (E eu vou olhar o céu)

E eu vou olhar o céu
Pode deixar, não vou me esquecer
Mãe pode ser quem nos deu a vida
Ou quem, ao seu modo, nos ensina a viver

Talento nato
Sua natureza é sábia
E por ela você tem apreço
Sabe, pareces uma mulher de amor imenso
E sei que seu valor não tem preço
Quando sabe o que você quer buscar para ser

Seja num campo
Num lugar sem terra
Sombrio e ermo
Mas nas risadas de sua alegria tão certa
Nossos caminhos se tornam menos tristes
È bom saber que ainda existe
Pessoas assim como você.

Mas compreenda que tens uma indomável força que nem muitos hão de ter
Ela está lá dentro
É interna
Um big bang inerente a você
Que te torna fera para encarar os pequenos e grandes problemas

Saiba que pro mal da vida
Você já tem o remédio
Sua luz é o que te orienta
Você sabe o que fazer
Está no seu olhar essa sua vivacidade
São ternos
E eterno há de ser o seu dizer
E eu sei, Isa
É difícil entender

E eu vou olhar o céu
Pode deixar, não vou me esquecer
Mãe pode ser quem nos deu a vida
Ou quem, ao seu modo, nos ensina a viver

Texto escrito em 14/12/2010 em homenagem à minha amiga Isamélia da Pós-Graduação a quem eu carinhosamente chamo de mãe.

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