MÚLTIPLO EU

Escrever é ao mesmo tempo dádiva e tragédia de servir ao outro e a si mesmo no intuito de amortecer os tropeços do caminho.



sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Amiga

Amiga, daí do outro lado,
As coisas têm melhorado
Até de ladrão de bicicleta tenho sido alvo
Não sei se comemorar o fato é certo ou errado
Mas entre rotas e estradas perdidas
Vi que encontrou seu caminho
O meu, me parece, é por aqui
Permanecer, lutar
Acho que não estou sozinho
Penso que ajo sempre em prol
Não penso em, só por isso, entrar em algum hall de fama, certificados ou premiações

As pessoas poderiam ser só menos protocolares
E o mundo mais repleto de ações
Daí, você vê que a crise que os afeta
Para nós, pode ser apenas uma marolinha
Embora ainda sejam várias as tsunamis que a gente tem que suportar
No supermercado, nas escolas e até na mesa de um bar

Só quis ficar e tentar
Eu sei que aí é o velho continente
Pode achar que sou triste, mas te digo estou até contente
Com a lenta mudança que tenho visto se manifestar

Vocês por aí tem mais de mil anos
Nós, ainda que façamos barulho
Somos apenas uma criança
Temos pouco mais de quinhentos
E eu ainda não perco a esperança

Agora as coisas por aí não estão tão boas
E nosso gigante aqui parece ir, do mundo, na contramão
Te digo, são respostas ao tempo que estivemos, por vocês, presos
São anseios por novas ideias, utopia e sonhando muito, revolução.

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