“Há que se acostumar
Com as voltas que a vida dá”
As pessoas me parecem assim,
Tão plástico, descartável.
Quem é de verdade, eu sei, vai ficar
Tem medo, às vezes coragem, não foge
Se for real há que perdurar
E eu não vou mais querer conversar
Se teu mundo é assim tão fútil,
Leva e traz
O meu sou eu que faço
E dou minhas coordenadas pra quem entrar no meu espaço
Vai lá, vai lá,
O retorno é imediato, vem sempre em dobro, eu sei
E lembre disso na hora de plantar
Posso ser teu eterno desgosto
E na hora do remorso
A minha lembrança irá abater a sua memória
Como estacas oportunas e sórdidas
O seu desejo já não irá de encontro ao meu
A saudade que sentia, é passado, caiu no breu
De volta ao começo, eu me restarto
Digo valeu
Do teu erro, do teu pecado, ingrato
Pode nascer meu verdadeiro eu.
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