É bem mais fácil inventar desculpas
Isentar-se de tomar decisões
Entregar nas mãos do outro, ou de qualquer fato novo toda a responsabilidade
Deixar de lado
Não guardar rancor
Não olhar nos olhos
Só virar as costas
E você vai, e eu percebo, aos poucos, essa dor
Os sintomas, aos poucos, me consumindo, a dor
Novamente e assim por diante
A sua mensagem ainda não chegou
Nem mais sei se espero que virá
Trato, então, de ficar só
Recolhido à minha lua
Não sou o que você pensou para virar a rua
Também não quero ser uma mera projeção sua
Serei meu próprio existir
Foi bom tentar
Valeu arriscar
Entendo não poder ser agora
Entendo não poder mais, quem sabe jamais
Ou até você, de novo, me chamar.
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