Você é caixa
E não se dá o valor
Eu não sou nada
E só quero seu amor
Quem é que vai me usurpar das calçadas
Fazer da devassidão minha morada
Me encher de trejeitos, de beijos,
Sinceros, espero
Quem me leva ao seu apartamento
E me dá um desonesto aporte de um elo
Faz pensar no que eu quero
De mais a mais
Há sempre um feriado para se prolongar
E para te confundir, carnavais
E num esbarro quadrado
Um enganoso recado
No meio da multidão
Um gesto sem jeito e singelo
Após um beijo em recuo de estepe
Já me dizia o que eu era:
Só mais um em suas mãos.
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