MÚLTIPLO EU

Escrever é ao mesmo tempo dádiva e tragédia de servir ao outro e a si mesmo no intuito de amortecer os tropeços do caminho.



quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Escandaloso desejo de amar

Não quero ser só um passatempo
Joguete, brinquedo
Embora aprecie momentos de curtição
Não penso que seja esta a saída
Não tentar olhar à luz do dia
Quando a noite insistir em escurecer

Eu até tento te ver
Entre as mensagens e falas soltas e abertas
Eu até tento me encaixar
Encontrar um nexo, um fim num contexto
Pra me justificar
E até para tentar me achar

Saber que rumo eu devo seguir
Que caminho tenho a percorrer
Se assim devo me render e tolhir
Ou simplesmente acostumar-me a sentir, ou a ser
Difícil como é a indecisão que me corrói, o corpo
Que a alma destrói e entre atos e fatos, reconstrói
À medida que me sinto desejado e rejeitado pelo seu bem querer

È tudo um imenso pecado velado,
Algo que não se pode retroceder nem mensurar,
No fim tudo é assim, também como aquilo, é desejo
Um escandaloso desejo de amar.

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