MÚLTIPLO EU

Escrever é ao mesmo tempo dádiva e tragédia de servir ao outro e a si mesmo no intuito de amortecer os tropeços do caminho.



sexta-feira, 30 de abril de 2010

Amor, Amor

Eu não gosto de dizer que amo porque tenho medo das implicações que o uso desta palavra podem me trazer: mágoa, decepção, dor...
Mas isso não quer dizer que não o faça,
Amo sim, mas baixinho, sem dizer, sem fazer alarde, sem proclamar o amor e também sem querer formatá-lo num padrão para ser aceito por todos.
Seria uma desonra com aqueles que amam sinceramente.
Seria desonesto com aqueles que querem o sentir verdadeiramente.
Seria insano forçar algo que não existe apenas pra ter o prazer desta palavra usar.
Mas esse também é um ato humano, não é?
Fingir, pretender aquilo que não se é, para evitar frustrações.
Assim frustra-se querendo não frustrar-se.
Não é esse meu jogo.
O amor tem que estar no corpo todo, não só no coração e muito menos na boca.

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