MÚLTIPLO EU

Escrever é ao mesmo tempo dádiva e tragédia de servir ao outro e a si mesmo no intuito de amortecer os tropeços do caminho.



segunda-feira, 26 de abril de 2010

Capitães da História

Os seres humanos precisam de algo para se agarrar, no que acreditar. Quando não conhecem por si só a ética, recorrem à religião, que nada mais é do que um código de normas e condutas pautadas sob o olhar de outra pessoa (a quem lhe foi atribuída uma certa divindade), para guiar suas vidas.
Talvez isto seja um reflexo da nossa preguiça ou comodismo de pensar por si só, daí nossa extrema necessidade de receber ordens advindas de outras instâncias para corroborar algumas de nossas atitudes ou direcionar as nossas ações. Quando o diálogo com o outro, a construção conjunta é que pode nos dar um sentido cada vez maior de unicidade.
“Ela se foi. E eu me machuco por que também sou parte dela como ela é parte de mim”, é mais ou menos o sentido da frase que eu ouvi no espetáculo “Capitães da História”, realizado pelos alunos da Turma de Teatro II da Ong Grupo Código, que participo, um texto de Bruno W. Medsta e que me fez pensar muito neste sentido. Aliás, o desempenho destes jovens atores me rendeu até lágrimas e me surpreendeu quão maduros estavam ao dar vida aquele texto.
Penso que quando descobrirmos, de fato, que somos partes de um todo e de nós mesmos e de que tudo que fazemos influencia positiva ou negativamente neste cenário, poderemos tentar viver uma vida mais justa, menos desigual. Perceber que as nossas fragilidades podem ser superadas com as qualidades deste todo. Quem sabe o que pode nos guiar é o senso de coletividade com base nos princípios éticos.
Quem sabe um dia seremos os verdadeiros diretores das nossas vidas.
Quem sabe um dia seremos, assim como o nome do espetáculo, capitães da nossa própria história.

Um comentário:

Unknown disse...

nossa gostei em ...
[[eu quase chorei com essa historia]]
rs*
muito bom ..