Nos primeiros minutos achei tudo muito colorido demais, muita informação e fiquei com medo de que este ambiente familiar ficasse forçado. Mas com o tempo, o programa foi ficando realmente com cara de natural, juntando familiares dos artistas e pelos comentários feitos.
Destaque para a entrevista do presidente LULA que o mostrou como popular , igual a nós, o que é bem a cara do programa.
Só um detalhe que me incomodou muito: Os cortes bruscos. Não sei se é essa a intenção, mas me deu a impressão de que havia muito material (útil por sinal) para pequena duração do programa e muitas conversas e declarações interessantes perderam o sentido. Fora as figuras que apareciam do nada em plena conversa.
Regina Casé também é um destaque a medida em que não tenta forçar a alcunha de popular e dizer coisas que realmente nos faz pensar, como quando citou a forma de as pessoas atualmente andarem nas ruas e não olharem para o lado e enxergar as pessoas reais. Gosto da espontaneidade com que diz alguns textos roteirizados e a sua capacidade de improvisar diante das situações.
E em relação às crianças e jovens, senti que ficaram muito dispersos no cenário, sem muita função a não ser dançar durante os números musicais. Seria interessante se pudessem intervir também e fazer perguntas diretamente aos convidados, assim como uma criança fez ao Lula.
Um ponto positivo também é a diversidade de atrações musicais que podem render números inesperados. O que foi a Velha Guarda da Portela tocando e cantando um samba de roda. Seria interessante que se investisse mais no inusitado e às vezes menos no roteiro programado. Assim, seria criado uma espécie de reality show com a impressão de que é uma festa realizada mesmo na nossa casa.
O Esquenta, em geral, ainda não me esquentou.
Gostei da idéia e do tom, mas vamos ver no próximo domingo com a participação de Maria Gadu e Caetano Veloso.
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