MÚLTIPLO EU

Escrever é ao mesmo tempo dádiva e tragédia de servir ao outro e a si mesmo no intuito de amortecer os tropeços do caminho.



segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Insegurança Protocolar

A gente ta diferente
Como você não percebe?
Não vê
Ou finge que não sabe
Que algo acontece ou deixa de acontecer

Se você não fala nada
Também não sou eu que vou perguntar
Mas até quando faremos caras caladas
Arquitetando jogos cruzados que não conseguimos decifrar

Se acha que o encanto cessou
Diga que me vou
E se eu mesmo não me for
Diga que eu não fique aqui

Estou me vendo sujeito ao princípio,
De tudo, o início
De voltar ao começo
Até aqueles poucos quinze minutos
Que me separavam do embarque
E que me fizeram que ficasse
A enfrentar o que eu hoje desconheço

Se quiser, marque que eu vou
Nós precisamos falar
Sair da conversa protocolar
Atacar o que realmente aflige

Porque se não te aflige
Posso mesmo não te conhecer
Ou se sou eu quem quer respostas agora
Talvez não faça por as merecer

Ou quem sabe a insegurança não esteja aqui dentro de mim
Talvez ela paire hoje sobre você.

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