MÚLTIPLO EU

Escrever é ao mesmo tempo dádiva e tragédia de servir ao outro e a si mesmo no intuito de amortecer os tropeços do caminho.



domingo, 13 de novembro de 2011

Sobre a cegueira do coração

Sabe quando ás vezes assim se encontra perdido
Sem rumo ou qualquer direção
Ao passo que caminha rápido e veloz com a mente
Lento caminha seu pobre coração

Sem identidade, sem conhecimento, só atento à necessidade de se amar
Sem se importar
A carência faz com que ele não reconheça
E ame sem olhar

O amor é cego, eu sei
Mas eu vejo
E me vejo em você

Só sei que agora pode ser tarde
Que o teu medo possa não perceber
Antes que o mundo todo acabe
Eu já parei para te dizer

As coisas que um dia eu senti e guardei pra mim
De tudo que eu vivi e não pude compartilhar
Do que eu pensava e sentia, entre o sonho, antes de realizar

Agora sim, eu tão sozinho, e só
Penso em como não te ver assim, sem dó
De mim
Que seja tudo assim
Calmo e festeiro
Incompleto, por inteiro
Num clímax derradeiro
Mas que seja verdadeiro

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