Vislumbro poesia onde há dor
Procuro um amor
E só encontro mais motivos para escrever
Prevejo distâncias
Só crio ânsias
Sem portos seguros para me segurar
Arrasto correntes
Trinco os dentes
Sem forças para gritar
Dando murro em ponta de faca
Atirando em coelhos
Sem conseguir acertar
Fugindo de flechas perdidas
Anônimas, bandidas
Quanto mais eu corro
Menos consigo achar
Meu medo é de um fim sozinho
Sem rumo, perdido
Sem ao menos conseguir me encontrar
Nenhum comentário:
Postar um comentário